A família do pequeno Samuel Sousa Mendes, de apenas 7 meses, vive dias de angústia e luta pela vida da criança que está internada no Hospital da Criança, no bairro da Alemanha, em São Luís. A criança nasceu com uma má-formação na traquéia e faz uso de sonda e traqueostomia desde o nascimento, e precisou ser internado há cerca de duas semanas após apresentar um quadro de refluxo.
O que era para ser um tratamento de rotina transformou-se em uma série de agravamentos na saúde da criança, incluíndo o contato por uma bactéria.
A família entrou e contato com o Portal Difusora News e falou sobre o descaso no tratamento e da falta de materiais básicos no hospital. Segundo eles, a criança recebeu um acesso no pescoço para medicações que apresentou um sangramento por três dias.
De acordo com o relato da família, Samuel retornou ao hospital dia 19 deste mês, com sintomas de refluxo, quando um médico plantonista decidiu realizar a troca de sua traqueostomia. O procedimento já estava agendado para ser feito com o especialista que acompanha o caso da criança, no Hospital Infantil Juvêncio Matos, mas o plantonista optou por intervir antes.
Durante a troca, o médico teria inserido 8 centímetros da cânula, em vez de 4 centímetros. “Essa situação deixou a criança bem fraca e desfalecida desacordado e sem respoder. Ficamos desesperados, pedindo ajuda, até que uma enfermeira acionou um cirurgião que conseguiu estabilizar a criança”, disse a tia.
O médico responsável pelo erro não foi mais visto e, segundo a denúncia da família, teve sua identidade ocultada pela equipe do hospital. A família está tentando saber a identidade do médico que fez o tratamento para que as medidas cabíveis sejam tomadas.
Ainda segundo os relatos dos familiares, dois dias após o incidente, a criança retornou para casa, mesmo com exames de raio-x apontando uma mancha no pulmão e com a saturação de oxigênio baixa.
Quatro dias após a alta a família retornou com a criança devido o seu cansaço. Nesse tempo, a família relata a dificuldade da equipe médica para dar um diagnóstico preciso sobre o caso da criança. “Enquanto um médico tratava o quadro como bronquiolite, outro medicava para pneumonia. A situação se agravou após a realização de um acesso venoso no pescoço do menino, que estava sangrando de forma contínua por três dias”, disse a tia da criança em vídeo onde realizou a denúncia nas redes sociais.
Além do tratamento inadequado, a família denciou a falta de estrutura e insumos básicos na unidade de saúde. A família afirma que não havia luvas para os profissionais realizarem os curativos, onde eles tiveram que arcar comprando luvas, algodão e álcool para higienizar o acesso que sangrava. E até a própria alimentação, a família comprou e levou o leite para garantir a nutrição.
Após o erro na traqueostomia, Samuel contraiu uma bactéria e, atualmente, depende de oxigênio 24 horas por dia necessidade que antes não existia. A saturação da criança também não estabiliza. A equipe médica agora sugere a intubação, medida que a família não aceita.
No momento, a família solicita a transferência da criança para o Hospital Juvêncio Matos, onde ele já faz acompanhamento com um especialista. No entanto, a possibilidade de transferência está sendo barrada pelo hospital não liberar informações e documentos como o pronturário.
“É o que a gente está fazendo um apelo: se não tem como deixar lá, ajuda pelo menos a transferir o menino. Permita pelo menos que a gente faça o tratamento dele em outro lugar”, clama a tia.
O Portal Difusora News entrou em contato com a Prefeitura de São Luís pedindo esclarecimentos sobre o caso, mas ainda não obteve respostas.


