A morte da policial militar Juliana Santos, nesta quarta-feira (7), em Imperatriz, reacendeu o debate sobre a violência contra a mulher e os sinais que podem anteceder casos de feminicídio.
Em entrevista ao Jornal da Difusora 1ª edição (JD1), nesta quinta-feira (8), a diretora da Casa da Mulher Maranhense em Imperatriz, Gabriela Bonfim, alertou que os casos de feminicídio, especialmente aqueles relacionados a relacionamentos abusivos, podem ser considerados “tragédias anunciadas”.
Segundo Gabriela, a violência geralmente não ocorre de forma repentina, mas é resultado de um ciclo que se intensifica ao longo do tempo. Por isso, ela destacou a importância de reconhecer os sinais e buscar ajuda antes que a situação chegue a um desfecho mais grave.
“É muito importante a consciência da mulher. Os casos de feminicídio são considerados tragédias anunciadas porque não acontecem do dia para a noite. É algo que vem se desgastando com o tempo. É importante entender que o ciclo de violência precisa ser interrompido, porque você pode não ter outra chance”, afirmou.
Relembre o caso
A policial militar Juliana Santos foi encontrada morta com um tiro na cabeça na BR-010, em Imperatriz, nesta quarta-feira (7). Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o suspeito efetuou o disparo contra a policial e, em seguida, tirou a própria vida.
O carro em que os dois estavam bateu contra um caminhão após os disparos.
Juliana Santos integrava a Polícia Militar do Maranhão e atuava em Imperatriz. Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública lamentou a morte da policial e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda.




