Os vigilantes que atuam no Hospital Municipal Veterinário, em São Luís, cruzaram os braços nesta segunda-feira (3). A categoria denuncia atraso de salários e benefícios e cobra uma solução da empresa responsável pelo serviço de vigilância.
Segundo o Sindicato dos Vigilantes do Maranhão, cerca de 10 profissionais aderiram à paralisação. Os trabalhadores afirmam que estão há dois meses sem receber salários e três meses sem o vale-refeição. Eles também denunciam atraso no pagamento do vale-transporte.
De acordo com a categoria, a situação já se tornou insustentável. Os vigilantes afirmam que continuarão em greve até que todos os pagamentos sejam regularizados.
Em entrevista ao programa Hora D, da TV Difusora, o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Daniel Pavão, afirmou que os trabalhadores enfrentam dificuldades para manter as despesas básicas.
“Isso aqui é fome. São pais e mães de família que precisam receber seus salários para pagar aluguel, água, luz e outras contas”, declarou.
O sindicalista também denunciou suposto assédio moral contra os funcionários. Segundo ele, alguns trabalhadores estariam sendo ameaçados de demissão caso deixem de comparecer ao serviço durante o período de atraso salarial.
Daniel Pavão afirmou ainda que o Hospital Municipal Veterinário é administrado pelo Instituto Transformar, responsável pela gestão da unidade. Segundo ele, a empresa Brantex, que presta o serviço de vigilância, alega que não recebeu os repasses necessários para efetuar os pagamentos dos funcionários.
O presidente do sindicato criticou a falta de entendimento entre as partes e disse que os trabalhadores estão sendo prejudicados enquanto a responsabilidade é atribuída de um lado para o outro.
Ainda segundo o sindicato, outras empresas terceirizadas que atuam no hospital estariam com os pagamentos em dia, situação que será questionada junto aos órgãos competentes.
A categoria informou que pretende solicitar uma audiência no Ministério Público para discutir o caso e buscar uma solução para o impasse.
Além das dificuldades financeiras, os vigilantes destacam que trabalham diariamente em um ambiente considerado insalubre, devido ao contato com animais em tratamento e com diversas doenças.
Até a publicação desta reportagem, não havia posicionamento oficial da empresa Brantex nem do Instituto Transformar sobre as denúncias de atraso nos pagamentos. O espaço permanece aberto para manifestação das partes.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informou que não há qualquer pendência financeira por parte do Município. Todos os repasses previstos para a gestão do Hospital Municipal Veterinário foram realizados regularmente e de forma antecipada. O último repasse contemplou as despesas dos meses de junho, julho e agosto de 2026.
A Semus notificará a empresa para que regularize o pagamento dos salários e benefícios dos trabalhadores, cuja quitação é de responsabilidade da empresa contratada, que deve cumprir integralmente suas obrigações trabalhistas. A medida visa garantir a continuidade dos serviços e o pleno funcionamento do Hospital Municipal Veterinário.




