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“Tinham um futuro pela frente!” Família cobra justiça por mãe e filho mortos em São João Batista

Em entrevista exclusiva, familiar relembra quem eram Samira e Ian Caleb, pede a punição dos responsáveis e faz um apelo para que imagens das vítimas não sejam compartilhadas.

Fonte: TV Difusora/Reprodução

A família de Samira Correia Costa e do filho, Ian Caleb, de 4 anos, vive dias de dor e espera desde o ataque criminoso que matou mãe e filho no último sábado (11), em São João Batista, na Baixada Maranhense. Enquanto aguarda a conclusão dos exames periciais e a liberação dos corpos para o sepultamento, os parentes cobram a prisão dos responsáveis pelo crime e fazem um apelo para que fotos e vídeos das vítimas deixem de ser compartilhados nas redes sociais.

Em entrevista exclusiva para o programa Bandeira 2, um familiar, que preferiu não ser identificado, relembrou quem eram Samira e Ian Caleb e falou sobre a dor enfrentada pela família desde o crime.

Segundo o entrevistado, Samira era uma mulher dedicada à família, ao trabalho e à igreja. Ela prestava serviços em uma escola da comunidade onde morava e conciliava o trabalho com os cuidados da casa e do filho.

“A Samira era uma jovem feliz e dedicada com tudo que fazia. Era uma mulher e uma mãe batalhadora, que sempre lutou para ter uma vida digna. Ela e o Caleb tinham um futuro pela frente e morreram de uma forma tão cruel”, disse.

Ao falar sobre Ian Caleb, o familiar descreveu o menino como uma criança alegre, carinhosa e querida por todos que conviviam com ele. Segundo ele, a família ainda tenta entender a dimensão da perda.

“O Caleb era uma criança feliz, sorridente, meiga e muito carinhosa. Ele conquistava qualquer pessoa. A dor é tão grande que a gente ainda não consegue assimilar essa perda”, comentou.

Em meio ao luto, o familiar afirmou que o principal pedido da família é que as investigações avancem e que todos os envolvidos no crime sejam responsabilizados. “Queremos justiça! Que a justiça seja feita da forma legal”, finalizou.

Além da cobrança por justiça, a família faz outro apelo: que as imagens dos corpos de Samira e Ian Caleb deixem de circular nas redes sociais. Segundo o entrevistado, muitos parentes sequer tiveram coragem de ver as fotografias por causa do estado em que as vítimas foram encontradas, e o compartilhamento desse material tem provocado ainda mais sofrimento.

“Nós preferimos não ver essas imagens. Algumas pessoas da família viram fotos e vídeos, mas nem todos conseguiram. Pedimos que parem de compartilhar essas imagens, porque isso aumenta ainda mais o sofrimento da nossa família”, apelou.

Os familiares também aguardam a conclusão dos exames periciais para que os corpos sejam liberados e o velório possa ser realizado. De acordo com o entrevistado, o Instituto Médico Legal (IML) informou que o procedimento deve levar mais tempo devido ao alto grau de carbonização das vítimas. Segundo ele, a perícia informou à família que, devido à carbonização dos corpos, os exames são mais demorados.

Em nota enviada à TV Difusora neste domingo (12), a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que o exame de DNA necessário para a identificação e posterior liberação dos corpos já foi realizado. Segundo a SSP-MA, os laudos periciais também deverão esclarecer a dinâmica do crime, inclusive se Samira e Ian Caleb já estavam mortos antes de a residência ser incendiada.

A secretaria informou ainda que as investigações seguem em andamento. Uma força-tarefa formada por equipes das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência atua de forma integrada e, até o momento, dois suspeitos morreram em confronto com a polícia. Um terceiro homem chegou a ser conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas foi liberado após comprovar que não tinha participação no crime.

As investigações preliminares apontam que o crime pode estar relacionado à disputa entre facções criminosas que atuam na região.

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