O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou um aumento número de denúncias de assédio eleitoral que foram registradas durante no segundo turno das Eleições de 2026.
Em âmbito nacional, o MPT recebeu mais de 590 denúncias desde o encerramento do segundo turno das eleições do último domingo (25), número que representa aproximadamente 23% do total de 2.527 denúncias recebidas ao longo de 2026.
Conforme o MPT, os casos onde influenciadores, empregadores e terceiros que incentivam a demissão e a perseguição de trabalhadores em razão de seu voto.
O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) recebeu 43 denúncias relacionadas ao assédio eleitoral no estado. Como desdobramentos da atuação institucional, foram expedidas 18 recomendações, realizado um acompanhamento, ajuizada uma ação e firmado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).
O procurador do Trabalho (MPTMA), Igor Gonçalves, alertou que esse tipo de prática é proibida e configura assédio eleitoral.
Esse tipo de prática é proibida no nosso ordenamento jurídico. Nestes casos, é cabível a responsabilização de todos os envolvidos, a reintegração dos trabalhadores que sejam demitidos e até mesmo o pagamento de multas por dano moral coletivo”, explicou o procurador.
O MPT reforçou que permanece de prontidão para receber e apurar novos casos. Trabalhadores ou testemunhas de perseguições e constrangimentos políticos no ambiente de trabalho podem registrar denúncias de forma sigilosa e com anexação de provas (mensagens, vídeos, áudios ou cartas de demissão) pelo portal oficial do órgão no endereço mpt.mp.br.



