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Norte tem temporais e Sul sofre com falta de chuvas em março no MA

Apesar da distribuição irregular, pesquisadores apontam que o volume total de chuvas no estado ficou dentro da média esperada para o período.

Foto: Tarcísio Brandão

O Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (NuGEO) lançou, nesta quinta-feira (12), o relatório oficial sobre o comportamento das chuvas no estado durante o mês de março de 2026. O estudo revela um cenário de grandes contrastes: enquanto o extremo norte do Maranhão registrou temporais intensos, as regiões centro, leste e sul tiveram chuvas abaixo do esperado.

Apesar dessa diferença marcante entre as regiões, os especialistas do NuGEO concluíram que, na média geral do estado, o mês de março foi considerado “em torno do normal”. Isso significa que não houve desvios climáticos extremos em larga escala, mas sim uma distribuição irregular da água pelo território maranhense.

Norte e Litoral: onde mais choveu

O levantamento mostra que as maiores quantidades de chuva se concentraram no norte e noroeste do estado. Essa abundância de água é resultado direto da ação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), um dos principais sistemas causadores de chuva no Brasil nesta época do ano.

Volumes extremos: Na faixa litorânea e em municípios como Turiaçu, Cururupu e Santa Helena, o acumulado de chuvas passou dos 500 milímetros (mm), com alguns pontos ultrapassando a marca dos 600 mm.

Zona de transição: Cidades como Zé Doca, Monção e Miranda do Norte registraram volumes altos, mas um pouco menores, variando entre 400 e 500 mm.

Nestas áreas, choveu mais do que a média histórica, gerando o que os pesquisadores chamam de “anomalia positiva”.

Centro e Sul: déficit de chuvas

À medida que se avança para o interior do Maranhão, o volume de água caiu consideravelmente em março. Uma extensa faixa que vai do centro até o sul e sudeste do estado registrou chuvas abaixo da média.

Centro do estado: Municípios como Vargem Grande, Chapadinha, Pedreiras e Barra do Corda tiveram acumulados entre 250 e 350 mm.

Sul maranhense: Em cidades como Grajaú, Balsas e Alto Parnaíba, choveu ainda menos, com totais variando entre 150 e 250 mm.

As áreas mais secas: Os maiores “déficits” (falta de chuva em relação à média) ocorreram no centro-leste, afetando o entorno de Peritoró, Codó, Caxias, além da região de Bela Vista do Maranhão.

Total mensal das chuvas em março

O dia a dia de março

O relatório do NuGEO também detalhou como a chuva se comportou dia após dia. O mês foi marcado por altos e baixos.

Houve dias com temporais fortes e bem organizados espalhados por várias regiões, como ocorreu nos dias 4, 17, 20 e 30 de março. Por outro lado, o estado também passou por momentos de forte redução nas chuvas, com pancadas muito isoladas, a exemplo dos dias 6, 8, 21 e 22.

Segundo o NuGEO, o acompanhamento desses dados é fundamental para a sociedade. Entender se está chovendo demais ou de menos ajuda na preparação contra desastres naturais, beneficia o planejamento do agronegócio e impacta diretamente a rotina e a segurança da população maranhense.

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