O mercado de trabalho do Maranhão apresentou melhora no segundo trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14).
Um dos principais indicadores foi a redução do número de pessoas em situação de subutilização da mão de obra, grupo que reúne desempregados, trabalhadores que gostariam de trabalhar mais horas e pessoas disponíveis para trabalhar, mas que estavam fora da força de trabalho.
No primeiro trimestre, o Maranhão tinha 824 mil pessoas nessa situação. Três meses depois, o número caiu para 749 mil, uma redução de 75 mil pessoas.
Outro indicador que apresentou melhora foi o desalento, que reúne pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego.
Entre janeiro e março, eram 327 mil maranhenses nessa condição. No segundo trimestre, o número caiu para 302 mil, uma redução de 25 mil pessoas.
A formalização do mercado de trabalho também avançou. A taxa de informalidade recuou de 57,6% para 56,9% entre os dois primeiros trimestres do ano.
Apesar da queda, a informalidade ainda representa mais da metade dos trabalhadores ocupados no estado. O movimento de redução foi acompanhado pelo crescimento do emprego formal, principalmente entre trabalhadores do setor público e empregados com carteira assinada na iniciativa privada.
O avanço dos indicadores também teve reflexos na renda dos trabalhadores. A massa de rendimentos do trabalho alcançou R$ 6,1 bilhões por mês no segundo trimestre.
O valor representa um aumento de R$ 136 milhões mensais em relação ao primeiro trimestre. O crescimento amplia o volume de recursos movimentados pelos trabalhadores no comércio, nos serviços e em outros setores da economia maranhense.
Estado cita ações para ampliar emprego formal
Diante dos resultados, o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres), afirma que vem ampliando ações voltadas à geração de emprego formal e à qualificação profissional.
Entre as iniciativas está o trabalho realizado pelo SINE Maranhão, que atua na intermediação de mão de obra, divulgação de vagas e encaminhamento de trabalhadores para processos seletivos em parceria com empresas.
O Estado também destaca programas como o Trabalho Jovem, especialmente o eixo Auxílio à Contratação, que oferece incentivo financeiro a empresas que contratam jovens formalmente; o Qualificação Mais Trabalho, voltado à capacitação de pessoas com maior dificuldade de inserção no mercado; e o Projeto Superação, direcionado à qualificação e inserção de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade em programas de aprendizagem profissional.
Outra iniciativa citada é o Programa Residência Técnica Profissional, desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), que busca facilitar a entrada de profissionais recém-graduados no mercado.
O governo também aponta o Programa Redes de Saberes, que promove capacitação de pescadores, marisqueiros e aquicultores, com foco no fortalecimento das cadeias produtivas e na geração de renda.






