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Brasil deixa lista dos 20 países com mais crianças sem vacinação, aponta OMS e Unicef

País reduziu drasticamente o número de crianças sem nenhuma dose e se torna destaque global na imunização infantil

Foto: Divulgação

O Brasil saiu da lista dos 20 países com o maior número de crianças “zero-dose” — aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP, aplicada no país por meio da vacina pentavalente. Os dados foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Segundo o levantamento, o número de crianças sem nenhuma dose da vacina caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, chegando a cerca de 50 mil em 2025. O resultado coloca o Brasil entre os países que mais avançaram na recuperação da cobertura vacinal infantil.

A diretora substituta do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Ana Catarina Araújo, atribuiu o resultado às estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios.

“Esse avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. As estratégias de vacinação no Brasil são baseadas no microplanejamento, que considera a realidade de cada território. Também intensificamos as campanhas de vacinação, retomamos os dias de mobilização, realizamos a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos e daquelas que ainda não receberam nenhuma vacina”, afirmou.

Ela destacou ainda que o país ampliou a vacinação nas escolas, fortaleceu as salas de vacina e aperfeiçoou os sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações.

Ana Catarina também ressaltou a importância da vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b (Hib), responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia.

“Ela previne doenças graves que podem causar internações, deixar sequelas e até levar à morte. A vacina é aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos, e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde de todo o país.”

No cenário internacional, o Brasil registrou o segundo maior crescimento na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2019 e 2025, ficando atrás apenas da Líbia, consolidando-se como um dos destaques mundiais na recuperação da vacinação infantil.

Matéria sob atualização.

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