O caso dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos no dia 4 de janeiro deste ano no povoado quilombola de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, ganhou um novo capítulo. Segundo Nathaly Moraes, advogada que atua na defesa de Clarice Cardoso, mãe das crianças, a Interpol ofereceu as ferramentas de auxílio da corporação para auxiliar no processo de localização dos irmãos.
O comunicado foi feito por meio das redes sociais da criminalista nesta terça-feira (8). Já na manhã desta quarta-feira (9), ela e Clarice Cardoso irão se reunir com agentes da Polícia Federal na sede da corporação em São Luís. O encontro servirá para maior detalhamento de quais informações e possíveis atualizações sobre o caso as autoridades têm acesso.
Inicialmente, solicitações da defesa de Clarice para apoio de entidades federais na localização dos irmãos haviam sido negadas sob a premissa da ausência de elementos concretos que justificassem a entrada no caso, que desde o princípio está a cargo da Polícia Civil do Maranhão.
A nova resposta vem justamente em um momento onde foram levantadas suspeitas da possível presença de Ágatha Isabelly e Allan Michael entre as 163 crianças resgatadas em uma operação realizada recentemente nos Estados Unidos. O encontro na sede da PF servirá também para o esclarecimento de quais possíveis informações novas justificariam a intervenção da Interpol no caso.
Em relação à operação em solo norte-americano, Nathaly Moraes afirma que o consulado brasileiro está colaborando com as autoridades locais na verificação das identidades das crianças, para determinar se há brasileiros vítimas de crimes como tráfico humano internacional. No momento, a prioridade é o tratamento das crianças, que foram encontradas em estado debilitado de saúde.
Ainda de acordo com a advogada, as ferramentas oferecidas pela Interpol giram em torno da possibilidade da inclusão dos irmãos em duas listas de difusão: a amarela, que visa localizar pessoas desaparecidas; e a azul, que tem por objetivo localizar, entre outras categorias, pessoas que são vítimas de crimes em seus países de origem.
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