Nesta terça-feira (4), completaram sete meses do desaparecimento dos irmãos Ágata Isabele, de 6 anos, e Alan Michael, de 4 anos, no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Desde o dia 4 de janeiro, as crianças nunca mais foram vistas, apesar da maior operação de buscas já realizada na região.
Ao longo desse período, o caso mobilizou forças de segurança estaduais e federais, voluntários, autoridades políticas e entidades de direitos humanos. Além de manter inquérito policial em andamento sob a condução de um grupo de trabalho constituído exclusivamente para a investigação do caso, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que ampliou as investigações e passou a contar com apoio internacional na tentativa de localizar as crianças.
Segundo a Polícia, as imagens dos irmãos foram encaminhadas para divulgação por meio dos canais da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e de outras instituições internacionais, na expectativa de ampliar as chances de encontrá-los.
Ainda de acordo com a corporação, os familiares das crianças continuam sendo informados sobre o andamento dos trabalhos pelo grupo responsável pelo caso, sempre respeitando os limites do sigilo do inquérito policial.
A PC-MA reforçou que as investigações seguem de forma ininterrupta e pede que qualquer informação que possa ajudar na localização das crianças seja comunicada à Delegacia Regional de Bacabal ou ao Disque-Denúncia (181), com garantia de sigilo para o denunciante.
Relembre o caso
Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro deste ano, no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na tarde do desaparecimento, por volta das 13h, os irmãos saíram para brincar nas proximidades da casa onde moravam acompanhados do primo Anderson Kauan, de 8 anos.
Três dias depois, Anderson foi encontrado por um carroceiro em uma estrada de terra que dá acesso ao povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros, em linha reta, do local onde as crianças desapareceram. Ele estava sozinho, sem roupas, debilitado, mas consciente.
À polícia, o menino contou que os três haviam se perdido na mata e que, ao sair em busca de ajuda, acabou se desencontrando dos primos, sem conseguir retornar ao ponto onde eles haviam ficado.
Desde então, apesar das extensas buscas realizadas ao longo dos últimos sete meses e das investigações conduzidas pela Polícia Civil, Ágatha Isabelly e Allan Michael seguem desaparecidos.






