Uma operação contra uma organização criminosa investigada por fraudes eletrônicas envolvendo pagamentos falsos de IPVA cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em São Luís e Imperatriz, no Maranhão, nesta quinta-feira (3).
Batizada de “Operação Contramão”, a ação é coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e busca desarticular um grupo suspeito de criar páginas falsas que imitavam o portal oficial de pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão pela Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte.
No Maranhão, os mandados foram cumpridos de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (Caei), com apoio das forças de segurança estaduais.
Em Imperatriz, participaram equipes da Delegacia Regional da Polícia Civil e da Polícia Militar, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Batalhão de Motopatrulhamento Tático (BMT-Motos).
Em São Luís, a operação contou com policiais civis do Núcleo de Apoio Policial vinculado ao Gaeco e equipes da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).
Mais de 2,4 mil vítimas
Segundo as investigações, a organização criminosa seria especializada em estelionato por meio de fraude eletrônica. O grupo criava sites com aparência semelhante às páginas oficiais do Governo de Minas Gerais para induzir contribuintes a realizar o pagamento do IPVA por canais fraudulentos.
Até o momento, foram identificadas 2.435 vítimas, com prejuízo estimado em R$ 1,74 milhão. As investigações apontam ainda que o esquema pode estar em funcionamento desde 2024, sendo retomado a cada novo ciclo de vencimento do imposto.




