Um adolescente de 15 anos suspeito de torturar mais de 200 filhotes de gatos durante transmissões ao vivo em plataformas digitais foi apreendido nesta quarta-feira (2) em São Luís. A apreensão ocorreu depois de o jovem ser monitorado durante seis meses pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). O suspeito será transferido para São Paulo, onde deverá cumprir medida de internação determinada pela Justiça.
As informações foram confirmadas pela SSP-SP ao Portal Difusora News. Além dos maus-tratos contra os animais, as autoridades também investigam o adolescente por induzir vítimas à automutilação. Não foram revelados detalhes sobre possíveis responsabilizações dos pais e familiares do garoto.
Os mandados de busca e apreensão e de internação expedidos pela Justiça foram cumpridos em São Luís por agentes da Polícia Civil do Maranhão. A investigação foi conduzida em conjunto com a Polícia Federal.
Segundo a delegada Lisandra Salvariego, coordenadora do Noad, o adolescente chegava a maltratar “cinco a seis animais por madrugada”. Durante a investigação, a delegada também passou a receber ameaças do jovem.
O caso integra uma tendência de crescimento de ocorrências em ambientes virtuais relacionadas ao zoosadismo. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMVRJ) define a prática como “atos de violência, tortura ou imposição intencional de sofrimento a animais, praticados por prazer, diversão, busca de notoriedade ou retorno financeiro”. Dados do Noad apontam que houve aumento de 200% nos casos desse tipo entre 2025 e 2026.
Desde a criação do núcleo, em novembro de 2024, cerca de 1,2 mil animais já foram salvos durante as ações de investigação e prevenção. Entre eles estão cães, gatos e porquinhos-da-índia, a maioria filhotes. Além disso, o trabalho já salvou 411 vítimas de estupros, automutilação e instigação ao suicídio em plataformas digitais.






