Moradores do bairro Parque dos Sabiás, em São Luís, denunciam problemas no abastecimento de água que, segundo eles, se arrastam há quase 20 anos. A situação, que já era considerada crônica pela comunidade, teria piorado nos últimos dois meses após uma obra da Prefeitura na região do canal da Forquilha.
De acordo com os moradores, a água chega de forma irregular e, quando há abastecimento, costuma ocorrer durante a madrugada e com pouca pressão. Com as torneiras praticamente secas, atividades básicas do dia a dia, como lavar roupas, dormir e manter a rotina doméstica, estão sendo prejudicadas.
Moradora do bairro há cerca de 30 anos, Terezinha Passos conta que a falta de água se tornou ainda mais grave nos últimos meses. Segundo ela, os moradores enfrentam dificuldades para armazenar água quando o abastecimento é retomado.
Além da falta de água, os moradores reclamam que as contas continuam chegando normalmente. Uma das residentes afirma ter pago cerca de R$ 100 pela conta de água, mesmo sem receber o serviço de forma regular. Diante da situação, ela precisou comprar água para conseguir manter as atividades de casa.
“Hoje meu marido pagou R$ 100 de conta de água, sem ter um pingo d’água na torneira. Tive que comprar mil litros de água por R$ 70. Hoje eu comprei, semana passada eu comprei”, relatou a moradora Cleide Ribeiro.

Outra moradora, Maria Dinalva Veloso, vive no bairro há 35 anos e afirma que convive com problemas no abastecimento durante grande parte desse período. Com mobilidade reduzida, ela conta que costumava aproveitar a pouca água que chegava às torneiras para encher baldes e levar até outras áreas da casa.
Segundo ela, porém, nem isso tem sido possível atualmente. “Ultimamente tem que comprar, porque nem isso está dando, nem para dar um sinal que chega água”, afirmou Maria.
A moradora também relata que a situação tem provocado dificuldades físicas, já que precisa carregar os recipientes com água. “É muito ruim porque dói meu joelho. Eu tenho que fazer isso todas as noites e sofro muito por causa dessa água”, relatou.

Os moradores afirmam ainda que já tentaram buscar respostas junto à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), mas não receberam uma previsão definitiva para a normalização do abastecimento. Segundo a comunidade, diferentes explicações foram apresentadas, sem que uma solução concreta fosse informada.
Agora, os moradores cobram providências para que o abastecimento seja regularizado e o serviço essencial volte a chegar às residências de forma adequada. “Espero que eles resolvam alguma coisa para a gente, porque desse jeito não podemos ficar. Tomara que tomem uma providência”, disse Cleide Ribeiro.




