A Polícia Civil do Maranhão investiga a possibilidade de que a morte de Giovana Júlia Teles Silva, de 1 ano e 6 meses, em Bela Vista do Maranhão, tenha sido motivada por vingança. A principal suspeita é a mãe da criança, Lorizan Telles da Silva, de 18 anos, que teve a prisão preventiva decretada.
Em entrevista à TV Difusora, o superintendente de Polícia Civil do Interior, Ricardo Aragão, afirmou que uma das linhas de investigação considera que a mãe pode ter cometido o crime como forma de vingança contra o pai da criança. A motivação, no entanto, ainda está sendo investigada e deve ser esclarecida a partir dos depoimentos de familiares e de outras pessoas próximas.
Outro ponto que levantou suspeitas contra Lorizan foram as diferentes versões apresentadas por ela sobre o que teria acontecido com a filha. Inicialmente, a suspeita afirmou que a criança havia caído da cama. Depois, mudou o relato e disse que a casa teria sido invadida por outra pessoa, que teria atacado a menina enquanto ela dormia.
Segundo Ricardo Aragão, as versões apresentadas pela mãe não são compatíveis com os ferimentos encontrados na criança. A menina apresentava um corte profundo na testa e marcas de corda no pescoço. Diante das contradições nos depoimentos e dos elementos encontrados durante as investigações, a mãe passou a ser considerada a principal suspeita do crime.
Durante as buscas realizadas na casa, os policiais encontraram vestígios de sangue, cordas e uma picareta. Os objetos foram apreendidos e serão analisados para verificar se têm relação com as lesões encontradas na vítima.

A Polícia Civil também investiga relatos de que a menina já sofria maus-tratos antes da morte. O Conselho Tutelar do município acompanhava a situação da família e deve contribuir com informações para a investigação.
O pai da criança, que estava no Pará, deve prestar depoimento nos próximos dias. Outros familiares e pessoas próximas também devem ser ouvidos para ajudar a esclarecer as circunstâncias e a possível motivação do crime.
A previsão é que o inquérito seja concluído em até dez dias. Caso a investigação confirme a autoria e o enquadramento apontado pela Polícia Civil, a suspeita poderá responder por feminicídio majorado.
Assista à entrevista do superintendente de Polícia Civil do Interior, Ricardo Aragão, à TV Difusora:
Atualizada às 15:01





