Uma tragédia marcou o município de Raposa, na última sexta-feira (24). O pequeno Yuri Gomes Rocha, de apenas 5 anos, morreu após se afogar no Parque Aquático Fazendinha. Natural de Goiânia (GO), a criança estava na Grande São Luís com familiares para aproveitar o período de férias. Após o acidente, o menino foi socorrido e encaminhado à Unidade Mista da Raposa, mas já chegou ao local sem vida.
Em nota oficial, a direção do Parque Aquático Fazendinha manifestou profundo pesar pelo ocorrido e solidariedade à família da vítima.
“Nossas atividades serão conduzidas com a serenidade que este momento exige. Assim, não haverá música ao vivo nem outras atrações de caráter festivo nos próximos dias”, informou a nota.
O Portal Difusora News também solicitou esclarecimentos à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Raposa.
Segundo a corporação, como parte das diligências, familiares da vítima, testemunhas e funcionários do parque aquático foram intimados para prestar depoimento à autoridade policial. A Polícia Civil destacou ainda que as investigações seguem em andamento com o objetivo de esclarecer completamente as circunstâncias do afogamento.
Cuidados com crianças em piscinas e praias
O episódio reforça o alerta das autoridades para a necessidade de atenção constante com crianças em ambientes aquáticos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a maioria dos casos de afogamento pode ser evitada com medidas preventivas simples, sendo a supervisão permanente de um adulto a principal forma de prevenção, mesmo quando a criança sabe nadar.
As equipes de resgate orientam que os banhistas deem preferência a locais com guarda-vidas, respeitem a sinalização e as orientações dos profissionais de salvamento e evitem mergulhos de cabeça em áreas de profundidade desconhecida.
Também é recomendado entrar na água de forma gradual, ficar atento a obstáculos submersos, como pedras e troncos, evitar brincadeiras com empurrões e não consumir bebidas alcoólicas antes de entrar na água ou durante a supervisão de crianças, já que o álcool compromete os reflexos e a capacidade de reação em situações de emergência.
Os cuidados não devem se restringir a praias, rios e parques aquáticos. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que cerca de metade dos afogamentos envolvendo crianças ocorre dentro do ambiente doméstico. Piscinas residenciais, banheiras, caixas d’água, baldes, vasos sanitários e até máquinas de lavar podem representar riscos quando não há barreiras de proteção ou vigilância adequada.
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.



