Uma área que antes era degradada hoje se tornou referência em educação ambiental e conservação da biodiversidade em São Luís. Localizada na Rua E, Travessa Quintas do Calhau, a Reserva do Congo reúne natureza, pesquisa e preservação em um espaço voltado para estudantes, pesquisadores e visitantes.
O projeto foi criado em 2015 com foco na reprodução legalizada de psitacídeos, grupo de aves que inclui papagaios, araras e periquitos. Com o passar dos anos, a iniciativa ampliou suas atividades e passou a desenvolver ações de educação ambiental, além de promover a conservação da fauna e da flora.
Um dos principais objetivos da Reserva do Congo é aproximar crianças e jovens da natureza por meio de aulas práticas em campo. Durante as visitas, os estudantes aprendem sobre biodiversidade, preservação ambiental e a importância de cada espécie para o equilíbrio dos ecossistemas.
O fundador da Reserva do Congo, Gil Alencar, explica que o projeto busca despertar a consciência ambiental nas novas gerações.
“Estamos com foco nas instituições de ensino, por meio do agendamento de turmas em dias e horários definidos. Entendemos a importância de construir um futuro melhor com base nos jovens que aprendem sobre educação ambiental”, destacou.
O trabalho também conta com uma equipe técnica formada pelos biólogos João P. Mendonça e Leonardo, além de médicos-veterinários e outros profissionais responsáveis pelo manejo e bem-estar dos animais.
Segundo o biólogo João Mendonça, a proposta é incentivar o respeito ao meio ambiente desde a infância.
“Vivemos em um mundo cada vez mais urbanizado, com menos contato com a natureza. Quando colocamos essas crianças nesse ambiente, mostramos que essa é a nossa casa. A ideia é formar cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação ambiental”, afirmou.
Durante o percurso, que dura cerca de uma hora e meia, os participantes são acompanhados por um biólogo e conhecem diversas espécies de aves brasileiras e de outros países, além de árvores e plantas presentes na reserva.
Entre os destaques está o baobá, conhecido como “árvore da vida”, que chama a atenção pela origem africana, longevidade e capacidade de armazenar água.
Os visitantes também podem observar espécies como flamingos, guarás, patos-de-crista e outras aves, enquanto aprendem sobre comportamento animal, conservação da biodiversidade e preservação dos habitats naturais.
As instituições de ensino ainda podem personalizar o conteúdo das visitas conforme seus objetivos pedagógicos. As aulas podem abordar temas como zoologia das aves, botânica, polinização ou conservação da fauna e da flora. Ao final da atividade, os estudantes recebem um certificado simbólico de participação.
A Reserva do Congo desenvolve suas ações com o apoio de instituições como a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), Ibama, Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab), Nova Abrase e Sebrae.
Escolas, universidades e outras instituições interessadas em realizar visitas podem fazer agendamento prévio. Informações sobre datas e horários estão disponíveis pelos telefones (98) 99210-6020, para atividades de educação ambiental, e (98) 99219-0002, para informações sobre aves de companhia. Além disso, a Reserva do Congo disponibiliza em seu site oficial informações sobre o projeto, as espécies que vivem no espaço e as ações voltadas à preservação da biodiversidade.




