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Do tambor de crioula ao carimbó: o grupo de idosas que vira atração cultural no Maranhão

Grupo desenvolve ações voltadas ao bem-estar físico, mental e social dos idosos de Morros.

Repertório do grupo inclui ritmos tradicionais

Foto: Tarcísio Brandão

O Grupo de Dança Bailamia, da Associação Morroense Idoso Amigo (AMIA), tem se destacado no Maranhão ao unir cultura, inclusão social e valorização da pessoa idosa.

Com quatro anos de atuação, o projeto reúne mulheres entre 50 e 88 anos em apresentações de dança e ritmos tradicionais maranhenses. O grupo desenvolve ações voltadas ao bem-estar físico, mental e social dos idosos de Morros.

Em entrevista ao Portal Difusora News, a coordenadora da AMIA, Gorete Soeiro Cruz, explicou como surgiu o nome do grupo.

“O nosso grupo é o Bailamia, que vem da palavra baila, de dançar, junto com a sigla da nossa associação, que é a Associação Morroense Idoso Amigo. Aí eu juntei baila com AMIA e surgiu o Bailamia”, contou.

Segundo Gorete, a associação foi criada em 2020 com o objetivo de incentivar a participação dos idosos em atividades culturais e sociais.

Além do Bailamia, a associação também mantém outras atividades voltadas aos idosos, como o bloco carnavalesco “Tá Maduro, Mas Não Cai”, aulas de dança, educação física e hidroginástica no Rio Una.

Atualmente, a AMIA possui 157 idosos associados. Destes, 24 participam diretamente do grupo Bailamia. Já as atividades físicas chegam a reunir entre 60 e 80 idosos duas vezes por semana.

O repertório do grupo inclui ritmos tradicionais como tambor de crioula, cacuriá, carimbó, samba e outras manifestações culturais populares.

Durante o período junino, o grupo realiza apresentações em arraiais de Morros e em cidades da região do Munim, como Cachoeira Grande, Presidente Juscelino e outros municípios vizinhos.

Segundo Gorete, o principal objetivo é incentivar os idosos a saírem de casa e terem uma vida mais ativa.

“O que a gente vê muito são idosos sentados na porta de casa sem ter o que fazer. Nosso trabalho é trazer essas pessoas para conviver, participar e ter alegria”, destacou.

Ela também falou sobre a transformação causada pelo projeto na vida dos participantes. “Isso traz saúde, alegria e autoestima. Temos idosas de 88 anos participando. Temos até idosa cega no grupo. É muito importante esse convívio”, disse.

A coordenadora afirmou ainda que existe dificuldade em atrair homens idosos para as atividades. “O homem idoso ainda tem muito preconceito. Muitos dizem: ‘eu não estou velho’. Já as mulheres se preocupam mais com o bem-estar e querem participar”, explicou.

Ao longo dos últimos anos, o Bailamia já participou de importantes eventos no Maranhão, como a abertura da 6ª Conferência Estadual da Assistência Social, a Expo Turismo 2026, além de apresentações no Centro de Atenção Integral à Pessoa Idosa (Creaispi), em São Luís, e no Asilo de Mendicidade.

A expectativa para a temporada junina deste ano é ampliar ainda mais a visibilidade do grupo e fortalecer o trabalho desenvolvido com os idosos. “Hoje, quando alguém pergunta em Morros qual grupo deve representar a cidade, muita gente responde: o grupo de idosos. Isso nos enche de orgulho”, concluiu.

O Bailamia se tornou símbolo de inclusão, alegria e protagonismo da pessoa idosa através da cultura popular maranhense.

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