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Enfermeira é internada após uso de cigarro eletrônico em São Luís

Uma enfermeira de 27 anos, identificada como Karinna Leite, foi internada em São Luís após sofrer complicações de saúde atribuídas ao uso de cigarro eletrônico, conhecido como “vape”. A jovem divulgou um vídeo em suas redes sociais, na última quarta-feira (20), em que relatou sua experiência e fez um alerta sobre os riscos do dispositivo.

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Segundo Karinna, o uso do cigarro eletrônico durante um período de depressão e ansiedade resultou em uma pneumonia bacteriana no pulmão. Ela contou que precisou de intubação e chegou a apresentar quadro de sepse e quase falência renal.

“Fiquei seis dias intubada. Ao todo, foram 10 dias de internação, até que meu quadro de saúde começou a melhorar”, relatou.

No vídeo, a enfermeira fez um apelo especialmente aos jovens para que evitem o uso do vape.
“Quero alertar qualquer pessoa, de qualquer idade, que parem de usar cigarro eletrônico. Eu não me orgulho e nem sou exemplo a ninguém. Por mais que eu seja da área da saúde e saiba dos riscos, eu estava em um momento vulnerável quando utilizei o vape”, disse.

Legislação e fiscalização

No Brasil, a comercialização de cigarros eletrônicos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. Em 2024, a regulamentação foi atualizada, reforçando a proibição da venda de dispositivos como vaper, pod, e-cigarette, heat not burn (tabaco aquecido), entre outros.

Mais recentemente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, determinou que plataformas digitais retirem, em até 48 horas, qualquer conteúdo ou propaganda que incentive a venda desses produtos.

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