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SÃO LUÍS

São Luís está entre as três capitais brasileiras com maiores índices de HIV e Aids

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde acendem um alerta para a situação do HIV e da Aids em São Luís. A capital maranhense ocupa a terceira posição entre as capitais brasileiras no índice composto da doença, ficando atrás apenas de Porto Alegre e Belém. O indicador considera informações registradas entre 2020 e 2024, reunindo taxas de detecção, mortalidade, transmissão vertical e diagnóstico tardio.

Somente no último ano, São Luís registrou 42,3 casos de HIV por 100 mil habitantes, número que garantiu à capital a 7ª colocação nacional em taxa de detecção, mais que o dobro da média brasileira, estimada em 18,4 casos por 100 mil habitantes. A cidade também ocupa a 5ª posição entre as capitais em detecção de Aids, com maior impacto entre jovens e adultos de 20 a 39 anos, faixa etária considerada a mais vulnerável.

No Maranhão, mais de 27 mil pessoas vivem com HIV ou Aids. A rede pública de saúde oferece testagem, acompanhamento médico e tratamento gratuito por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Em São Luís, a ampliação do acesso aos testes tem sido uma das principais estratégias adotadas para enfrentar o problema.

De acordo com o coordenador municipal de IST/Aids e Hepatites Virais, Renato Vera, os dados evidenciam dois aspectos centrais da realidade local. Segundo ele, os números confirmam a existência de uma epidemia de HIV em São Luís, mas também refletem um avanço importante na política de saúde. “São Luís é uma das únicas capitais do Brasil que oferece teste rápido em todas as Unidades Básicas de Saúde, com demanda livre, ou seja, sem necessidade de agendamento e sem burocracia. Automaticamente a gente vai aumentar o número de testagens e, consequentemente, o de diagnósticos”, afirmou.

Além das unidades básicas, São Luís conta com centros especializados que realizam exames, orientações e acompanhamento contínuo dos pacientes. As ações também se estendem para além dos espaços de saúde, com equipes atuando em pontos estratégicos da cidade, levando informação e acesso aos serviços diretamente à população.

O infectologista Marcelo Daher destaca que o controle do HIV depende de um conjunto de medidas integradas. Para ele, é essencial investir em informação, diagnóstico precoce e acesso contínuo ao tratamento. “Os pilares do controle do HIV é o diagnostico, atrelar o paciente ao sistema de saúde, conseguir oferecer um tratamento e esse tratamento ser efetivo em pelo menos 90% dos pacientes”, destaca.

Especialistas reforçam que a ampliação da testagem, especialmente entre pessoas sexualmente ativas, aliada à divulgação das formas de prevenção disponíveis, é fundamental para reduzir novas infecções e controlar o avanço do HIV na capital maranhense.

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