Apesar das violências sofridas, quase metade das vítimas (47,4%) não buscaram ajuda.
-janeiro 29, 2026
Apesar das violências sofridas, quase metade das vítimas (47,4%) não buscaram ajuda.
Segundo um levantamento do Instituto Datafolha, nove entre cada dez agressões contra mulheres foram testemunhadas por outras pessoas no Brasil nos últimos 12 meses. Dessas, 86,7% eram pertencentes ao círculo social ou familiar da vítima.
Os dados constam da 5ª edição do relatório Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Eles revelam ainda que, apesar das violências sofridas, quase metade das vítimas (47,4%) não buscaram ajuda, nem de instituições ou de outras pessoas próximas.
📲 Clique AQUI e participe do nosso canal no WhatsApp.
Entre os terceiros que presenciaram esses episódios de hostilidade, 47,3% eram amigos ou conhecidos, 27% seus filhos e 12,4% possuíam outro grau de parentesco.
Especialistas informam que esse tipo de violência pode gerar consequências negativas até para quem não é vitimado diretamente, como é o caso das testemunhas envolvidas, podendo gerar distúrbios psicológicos, emocionais, cognitivos e comportamentais, como ansiedade e depressão.
É possível que estar exposto a esse tipo de situação crie uma percepção distorcida da família como um ambiente inseguro e caótico, o contrário do que é esperado que um lar deva ser. Crianças têm maior probabilidade de ter traumas e vivenciá-los na vida adulta, seja na forma de vítimas ou agressores.
O ambiente doméstico é o mais comum no caso de violência contra as mulheres, concentrando 57% dos casos, segundo o levantamento. O principais agressores foram:
A violência física não é a única acometida pelas vítimas. Existem outras formas de coerção, físicas, verbais ou simbólicas, que podem provocar danos, como:
A pesquisa destaca ainda que 37,5% das mulheres brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, equivalente a 21,4 milhões de vítimas – o maior índice desde o ano de 2017.
Em casos de emergência, a recomendação é ligar para o 190.
Para informações e denúncias mais específicas, a Central de Atendimento à Mulher (180) funciona 24 horas por dia, com ligações gratuitas de qualquer parte do Brasil, de forma anônima e sigilosa. O serviço agora conta com disponibilidade pelo WhatsApp: (61) 9610-0180.
Além disso, há outras ONGs e espaços de acolhimento para pessoas que foram vítimas de violência doméstica. No Maranhão, temos: