Obra avaliada em R$ 20 milhões deve ampliar capacidade do hospital em cerca de 100 leitos, com prioridade para a ala pediátrica.
Obra avaliada em R$ 20 milhões deve ampliar capacidade do hospital em cerca de 100 leitos, com prioridade para a ala pediátrica.
15 vereadores de São Luís estarão na sede do Ministério Público do Maranhão (MPMA) na tarde desta sexta-feira (30) para cobrar um repasse de emendas parlamentares direcionado à Câmara Municipal. O dinheiro é destinado à construção de uma ala pediátrica no Hospital do Câncer Aldenora Belo. Segundo a comissão, a liberação dos recursos está atrasada em dois meses por parte da Prefeitura.
O valor das emendas será somado a outros R$ 8 milhões dos quais os parlamentares se comprometeram a destinar para a conclusão da obra. O investimento deve ampliar a capacidade do hospital em quase 100 leitos. A ala pediátrica passará de 23 para 90 leitos, enquanto serão instalados 32 novos leitos para adultos. Com a liberação da verba, a obra tem previsão de conclusão até o final de 2026.
O grupo que assina a representação é formado pelos vereadores abaixo:
O Aldenora Belo funciona desde 1958 e é considerado um centro de alta complexidade em tratamento de câncer, com atendimentos gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de particulares e conveniados. Desde 2017, também é o único centro habilitado para o tratamento de crianças com a doença no Maranhão.
A alta demanda da unidade gera preocupações na população que necessita dos serviços, principalmente em relação à quantidade de leitos e equipamentos eficientes para atender aos pacientes.
O hospital também tem um histórico recente de reclamações. Em maio do ano passado, o MPMA fez uma vistoria motivada por queixas de que os pacientes e seus familiares eram obrigados a esperar por um longo tempo na fila. Em agosto de 2024, a direção da unidade de saúde havia determinado que os agendamentos só poderiam ser feitos presencialmente pelos próprios pacientes ou por seus parentes de primeiro grau.
Os outros parentes e representantes precisavam apresentar procuração registrada em cartório para marcar as consultas, gerando impacto financeiro aos pacientes com câncer. Os pacientes chegavam na madrugada para garantir atendimento.
O Portal Difusora News questionou a Prefeitura de São Luís sobre o atraso dos repasses, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.