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Vereadores vão ao MPMA por cobrança de emendas atrasadas para o Hospital Aldenora Belo

Obra avaliada em R$ 20 milhões deve ampliar capacidade do hospital em cerca de 100 leitos, com prioridade para a ala pediátrica.

15 vereadores de São Luís estarão na sede do Ministério Público do Maranhão (MPMA) na tarde desta sexta-feira (30) para cobrar um repasse de emendas parlamentares direcionado à Câmara Municipal. O dinheiro é destinado à construção de uma ala pediátrica no Hospital do Câncer Aldenora Belo. Segundo a comissão, a liberação dos recursos está atrasada em dois meses por parte da Prefeitura.

O valor das emendas será somado a outros R$ 8 milhões dos quais os parlamentares se comprometeram a destinar para a conclusão da obra. O investimento deve ampliar a capacidade do hospital em quase 100 leitos. A ala pediátrica passará de 23 para 90 leitos, enquanto serão instalados 32 novos leitos para adultos. Com a liberação da verba, a obra tem previsão de conclusão até o final de 2026. 

O grupo que assina a representação é formado pelos vereadores abaixo:

  • 1. André Campos
  • 2. ⁠Octávio Soeiro
  • 3. ⁠Rommeo Amin
  • 4. Clara Gomes
  • 5. ⁠Thyago Freitas
  • 6. ⁠Raimundo jr
  • 7. ⁠Nato Jr
  • 8. ⁠Fábio Filho
  • 9. ⁠Thay Evangelista
  • 10. ⁠Antônio Garcez
  • 11. ⁠Magnólia Dias
  • 12. ⁠Penha
  • 13. ⁠Wendell Martins
  • 14. ⁠Concita Pinto
  • 15. ⁠Marquinhos

O Aldenora Belo funciona desde 1958 e é considerado um centro de alta complexidade em tratamento de câncer, com atendimentos gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de particulares e conveniados. Desde 2017, também é o único centro habilitado para o tratamento de crianças com a doença no Maranhão.

A alta demanda da unidade gera preocupações na população que necessita dos serviços, principalmente em relação à quantidade de leitos e equipamentos eficientes para atender aos pacientes.

O hospital também tem um histórico recente de reclamações. Em maio do ano passado, o MPMA fez uma vistoria motivada por queixas de que os pacientes e seus familiares eram obrigados a esperar por um longo tempo na fila. Em agosto de 2024, a direção da unidade de saúde havia determinado que os agendamentos só poderiam ser feitos presencialmente pelos próprios pacientes ou por seus parentes de primeiro grau. 

Os outros parentes e representantes precisavam apresentar procuração registrada em cartório para marcar as consultas, gerando impacto financeiro aos pacientes com câncer. Os pacientes chegavam na madrugada para garantir atendimento.

O Portal Difusora News questionou a Prefeitura de São Luís sobre o atraso dos repasses, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

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