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Três suspeitos que causaram morte de jovem em assalto morrem em confronto em Itapecuru-Mirim

Ação ocorreu na zona rural do município e investiga envolvimento em latrocínio que matou adolescente de 16 anos em Anajatuba

Fonte: Reprodução

Uma operação conjunta das forças de segurança foi realizada na manhã desta quarta-feira (23) nos povoados Entroncamento e Picos, na zona rural de Itapecuru-Mirim, no Maranhão. Batizada de Operação Liberdade, a ação teve como objetivo cumprir quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um latrocínio ocorrido em Anajatuba.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos eram integrantes de uma organização criminosa que atuava na região. Durante a operação, três dos principais líderes do grupo morreram após um confronto com os agentes. Eles foram identificados como Mateus Corrêa de Moraes, Ednilson Campelo Mendes, conhecido como “V Didico”, e Danilo Moreno da Silva.

Outros dois suspeitos foram detidos e levados para a delegacia, entre eles um adolescente de 17 anos. Um terceiro suspeito foi preso em flagrante após os policiais encontrarem, na residência dele, um suposto desmanche de motocicletas de origem ilícita.

Durante o cumprimento dos mandados, três armas de fogo foram apreendidas.

O latrocínio aconteceu em 15 de setembro e terminou com a morte de Kailanny Vale Lisboa, de 16 anos, em Anajatuba. Segundo a polícia, mãe e filha voltavam de São Luís para Anajatuba quando foram abordadas por quatro homens que estavam em um veículo Corsa. Os suspeitos teriam anunciado o assalto e iniciado uma perseguição.

Durante a fuga, os criminosos teriam atingido a motocicleta em que estavam as vítimas. Kailanny morreu no local e a mãe dela sofreu ferimentos graves.

Ainda conforme a polícia, os suspeitos investigados também seriam responsáveis por outros crimes na região. Entre as suspeitas está a cobrança de valores de moradores e comerciantes. Segundo a polícia, as vítimas seriam obrigadas a pagar mensalmente entre R$ 200 e R$ 300 para evitar assaltos ou invasões às residências e aos estabelecimentos.

Os investigadores também apuram a realização de cobranças conhecidas como “vaquinhas”, que seriam usadas para arrecadar dinheiro destinado ao grupo criminoso.

A operação foi realizada por equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e Departamento de Inteligência e Assuntos Internos (DIAI).

As investigações continuam para reunir os demais elementos do caso e encaminhar o procedimento ao Poder Judiciário.

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