Os trabalhadores dos Correios segue realizando greve por tempo indeterminado após a aprovaram da deflagração de uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação teve início na noite de quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela direção da empresa durante as negociações da Campanha Salarial de 2026.
A decisão foi homologada em assembleias promovidas pelos sindicatos filiados à Federação Interdistrital dos Sindicatos dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (FINDECT) que abrange as bases do Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos e Mato Grosso do Sul, além de outras representações sindicais pelo país.
O principal ponto de divergência entre a categoria e a estatal reside nas alterações propostas para o plano de saúde dos funcionários. A direção dos Correios sinalizou a intenção de modificar sua condição de mantenedora direta do plano, o que acendeu alertas sobre potenciais aumentos nas alíquotas de coparticipação e riscos à continuidade da assistência médica para trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes.
As assembleias que culminaram na greve ocorreram após rodadas de negociação direta e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que terminaram sem que as partes chegassem a um consenso sobre as cláusulas sociais e econômicas.
Com a deflagração do movimento paredista, os sindicatos locais no Maranhão e demais estados orientam a categoria a reforçar a mobilização nas agências e centros de distribuição operacionais. As entidades representativas exigem a reapresentação de uma proposta que garanta a manutenção integral do plano de saúde e a preservação de direitos trabalhistas já consolidados.
A FINDECT informou que permanece à disposição da direção da empresa e do governo federal para a retomada de negociações, desde que haja margem para o atendimento das pautas da categoria.
TST determina manutenção de 80% do efetivo dos Correios durante greve
O Portal Difusora New entrou em contato com a direção dos Correios na capital maranhense. De acordo com os Correios, a rede de agências no Maranhão e no restante do país permanece aberta ao público e que foram adotadas ações emergenciais, como o deslocamento de empregados administrativos para o suporte operacional, a redistribuição da frota de veículos e a execução de mutirões para preservar o fluxo de postagens e entregas.
Diante do encerramento da mediação sem consenso para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026/2028), a empresa ajuizou na sexta-feira (11) um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em resposta, a Justiça do Trabalho concedeu uma medida liminar no sábado (12) determinando a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo em atividade por unidade ou estabelecimento da estatal.
A ordem abrange os setores de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas de suporte essenciais à continuidade do fluxo postal. A sessão de julgamento do dissídio no TST foi agendada para o dia 21 de setembro, às 13h30. As partes ainda podem formalizar um acordo conciliatório antes da data fixada para o julgamento.
Atualizada às 09h44




