O Maranhão fechou o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o levantamento, o estado está entre as 20 unidades da federação que atingiram a menor taxa anual de desocupação de sua série histórica na pesquisa. Além disso, o Maranhão passou a ter a segunda menor taxa de desemprego do Nordeste, ficando atrás apenas do Ceará (5,0%). No comparativo com o trimestre imediatamente anterior, quando a taxa era de 6,1%, houve queda de 0,5 ponto percentual.
O desempenho positivo do mercado de trabalho também se refletiu no volume de pessoas ocupadas. No 4º trimestre de 2025, o Maranhão alcançou 2,722 milhões de pessoas ocupadas, o maior contingente já registrado na série histórica da pesquisa. Em relação ao trimestre anterior, houve acréscimo de cerca de 10 mil trabalhadores, enquanto na comparação anual o aumento foi de 125 mil pessoas, uma alta de 4,8%.
Os setores que mais contribuíram para a geração de vagas no período foram a indústria, com crescimento de 14,5% (21 mil postos), e a construção, que abriu 9 mil vagas. O comércio também apresentou saldo positivo, ainda que com tendência à estabilidade.
Redução no número de desempregados
A quantidade de desempregados caiu para 163 mil pessoas no Maranhão, uma redução de 7,8% em relação ao trimestre anterior e 14,9% na comparação com o 4º trimestre de 2024. De acordo com a PNAD, esse é o menor número de desempregados desde 2013, indicando uma recuperação do mercado de trabalho no estado.
No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,1%, também a menor desde o início da pesquisa.
Informalidade continua alta
Apesar da queda no desemprego, a informalidade ainda é um grande desafio no Maranhão. Segundo os dados do IBGE, no 4º trimestre de 2025, 57,3% da população ocupada no estado trabalhava de forma informal, o que corresponde a 1,56 milhão de pessoas. Isso mantém o Maranhão como o estado com a maior taxa de informalidade do Brasil.
A maior parte desses trabalhadores são autônomos (trabalhadores por conta própria), com 92% sem CNPJ, o que indica um mercado de trabalho mais precário e com menos direitos garantidos.
Rendimento médio continua abaixo da média nacional
O rendimento médio mensal no Maranhão foi de R$ 2.140, o menor entre os estados. Em comparação com a média nacional de R$ 3.613, o Maranhão fica com menos de 60% do valor médio. Além disso, a massa de rendimento mensal do estado caiu 2,7% em relação ao trimestre anterior, o que mostra que, apesar de mais pessoas estarem trabalhando, os salários continuam baixos.