A implementação dessa nova diretriz está sendo feita de forma escalonada em todo o território nacional.
-janeiro 28, 2026
A implementação dessa nova diretriz está sendo feita de forma escalonada em todo o território nacional.
A Fundação do Câncer, em alusão ao Janeiro Verde, lançou um guia atualizado que formaliza a transição do método de rastreamento do câncer de colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS). O tradicional exame Papanicolau está sendo gradualmente substituído pelo teste molecular de DNA-HPV. Esta mudança visa modernizar a prevenção, focando na detecção direta do Papilomavírus Humano (HPV), o principal causador da doença, em vez de esperar pelo surgimento de alterações celulares.
O avanço tecnológico do teste molecular oferece maior precisão, pois identifica a presença do HPV oncogênico (o tipo que pode causar câncer) antes que lesões se desenvolvam. Essa detecção precoce é o foco da nova estratégia, que mantém o público-alvo brasileiro na faixa etária de 25 a 64 anos. O novo método permite que a mulher, ao obter um resultado negativo, tenha uma segurança maior sobre sua condição de saúde.
O impacto prático mais significativo para as pacientes é a ampliação do intervalo de rastreamento. Enquanto o Papanicolau exigia repetição a cada três anos após resultados negativos consistentes, a maior sensibilidade do teste de DNA-HPV permite que, em casos negativos, o exame seja repetido apenas a cada cinco anos. Essa extensão visa otimizar recursos e reduzir a frequência de procedimentos desnecessários para a maioria das mulheres saudáveis.
A implementação dessa nova diretriz está sendo feita de forma escalonada em todo o território nacional, começando por municípios selecionados e expandindo gradualmente com o apoio do Ministério da Saúde. É fundamental ressaltar que, nas localidades onde o teste molecular ainda não foi incorporado, as regras e a periodicidade baseadas no rastreamento citológico (Papanicolau) continuam em vigor para garantir a continuidade da vigilância sanitária.