Caso o pagamento seja confirmado, os ônibus desse sistema deverão continuar operando normalmente.
Caso o pagamento seja confirmado, os ônibus desse sistema deverão continuar operando normalmente.
O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão informou que houve avanço nas negociações envolvendo o sistema semiurbano de transporte público da Grande São Luís após uma audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Segundo a entidade, existe um indicativo de pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores que atuam no sistema semiurbano. Caso o pagamento seja confirmado, os ônibus desse sistema deverão continuar operando normalmente.
A medida ocorre após encaminhamentos feitos para garantir o pagamento do reajuste salarial da categoria, determinado pela Justiça.
Em entrevista à uma emissora de rádio de São Luís, o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET), Paulo Pires, o governo do Estado já iniciou o repasse de recursos para regularizar os pagamentos dos trabalhadores do sistema metropolitano.
Segundo ele, os valores começaram a ser depositados após diálogo entre as empresas e o governo estadual.
“O pagamento já está sendo feito e a expectativa é que todos os funcionários do sistema metropolitano estejam com os salários regularizados até o fim da tarde”, afirmou.
O repasse feito pelo governo do Estado foi de aproximadamente R$ 3,5 milhões, referente ao subsídio do mês de fevereiro. O valor deve garantir o pagamento da diferença salarial dos trabalhadores.
Com isso, a expectativa é que o sistema semiurbano continue operando normalmente.
A situação é diferente no sistema urbano de transporte de São Luís. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, até o momento não houve nenhum indicativo de pagamento do reajuste salarial dos trabalhadores desse setor.
O sindicato informou que segue acompanhando a situação e cobrando soluções do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) para garantir os direitos da categoria.
Uma paralisação do transporte público está programada para sexta-feira (13). No entanto, existe a possibilidade de que a greve afete apenas o sistema urbano.
Além da questão salarial, outro fator que preocupa o setor é o aumento no preço do diesel.
De acordo com Paulo Pires, o valor do combustível subiu rapidamente nas últimas semanas, o que tem agravado a situação financeira das empresas.
“Antes o diesel custava cerca de R$ 4,18 e agora já chega a aproximadamente R$ 5,80. Esse aumento impacta diretamente na operação do sistema”, explicou.
Segundo ele, o reajuste constante no preço do combustível obrigou as empresas a refazerem os cálculos do sistema de transporte.
O diretor do SET também afirmou que não houve avanço nas negociações com a Prefeitura de São Luís para discutir a situação do sistema urbano.
De acordo com ele, ofícios enviados pelas empresas e pelo sindicato à prefeitura não foram respondidos, o que tem dificultado a busca por soluções.
Diante da falta de diálogo, o setor informou que o caso já foi levado à Justiça e também ao Ministério Público.
Segundo Paulo Pires, há ações em andamento pedindo que a Justiça determine medidas emergenciais para evitar o colapso do transporte público na capital.
Enquanto isso, trabalhadores e empresas aguardam novas decisões e negociações que possam evitar uma paralisação total do sistema de transporte na Grande São Luís.