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Sentença judicial é traduzida para língua indígena Guajajara em Grajaú

A primeira sentença judicial traduzida para a língua indígena da comunidade Guajajara ocorreu nesta terça-feira (14), no município de Grajaú. A decisão foi realizada para tratar de um registro tardio da morte de Anahi de Sousa Rodrigues da Aldeia “Formigueiro” ocorrida em dezembro de 2024.

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De acordo com o Judiciário, o pai da criança, Detim de Sousa Guajajara, solicitou o pedido do registro de óbito, porém, durante o processo, teve dificuldade para entender as ordens judiciais. Vendo a dificuldade, o do juiz Alexandre Magno Nascimento de Andrade, titular da 1ª Vara da Comarca de Grajaú, tomou iniciativa para realizar a tradução para um maior entendimento das partes processuais indígenas.

Para realizar a tradução, o juiz solicitou a participação do indígena Antalylson Guajajara, estudante do curso de Direito da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e estagiário da 1ª Vara de Grajaú, para que a decisão fosse de entendimento de todos.

 “Muitas das vezes os parentes indígenas vêm a esses órgãos e não são atendidos como deveria ser, por não compreender os termos utilizados pelo Poder Judiciário”, disse o universitário.

Ao final da sentença, Andrade declarou:“Nezewe mehe, parupi akwez ma’e ainui pyr aixe, urur aixe wà, umuawyze akwez ma’e uinui pyr aixe”. Na língua Guajajara: “satisfeitos os requisitos necessários à procedência do pedido, hei de julgar procedente a demanda”.

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