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Sem transporte, população percorre até 3km para pegar coletivo

Moradores de bairros da zona rural estão desde o fim do ano passado sem ônibus

Moradores da zona rural de São Luís enfrentam dificuldades diárias por causa da redução de linhas de ônibus. O problema afeta trabalhadores e estudantes que dependem do transporte público para se deslocar até o centro da cidade.

No bairro Tibiri, a moradora Euzinete Monteiro vive essa realidade. Ela trabalha na região da Praia Grande e precisa estar no serviço às 8h. Sem ônibus em muitos dias, precisa sair da parada e caminhar até a BR-135 para conseguir transporte, o que tem causado atrasos frequentes.

Até o fim do ano passado, a comunidade contava com duas linhas de ônibus. Uma delas fazia o trajeto direto até o Centro, mas foi retirada. Segundo moradores, a mudança ocorreu devido à crise da empresa responsável pelo serviço. Atualmente, apenas a linha que vai até o terminal de integração continua operando.

A situação também prejudica quem precisa de atendimento médico. A moradora Lurdimar Rodrigues enfrenta dificuldades para sair da zona rural e chegar até unidades de saúde no centro da cidade.

Estudantes também são afetados. Shelyda Silva relata que já perdeu provas e trabalhos por não conseguir chegar a tempo na escola.

No bairro Rio do Meio, a realidade é semelhante. Os moradores dependem da linha Tibiri, que segue até o terminal de integração. No entanto, o ônibus pode demorar até duas horas. Muitos acabam caminhando cerca de 3 quilômetros até a BR-135.

Nem todos conseguem fazer esse trajeto. Lucilene Bezerra Pereira tem uma filha de 4 anos, cadeirante, com autismo e paralisia cerebral. Para ela, caminhar até a rodovia é inviável, o que dificulta o acesso a consultas e tratamentos.

Segundo moradores, pelo menos seis comunidades da zona rural enfrentam o problema. Entre elas estão Vila Airton Senna, Rio do Meio, Tibiri, Tibirizinho, Vila Buriti e Vila Aparecida.

No Tibirizinho, a linha que passava pela avenida principal foi suspensa. Desde então, moradores precisam pagar transporte por aplicativo ou caminhar até 2 quilômetros até a BR-135, muitas vezes ainda de madrugada, o que aumenta os riscos à segurança.

No Rio do Meio, o morador Jucivaldo dos Santos afirma que precisa recorrer a transporte por aplicativo devido à demora dos ônibus. Já na Vila Airton Senna, a moradora Rosidete Santos informou que pedidos já foram feitos à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), mas até o momento nenhuma solução foi apresentada.

Os moradores cobram providências das autoridades e relatam que a falta de transporte público tem impactado diretamente a rotina, o trabalho, a educação e o acesso à saúde.

A equipe do Portal Difusora News solicitou um posicionamento da Prefeitura de São Luís sobre o problema e aguarda o retorno.

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