Em 2025, foram contabilizados 14.891 casos de sarampo nas Américas, contra 446 no ano anterior.
-fevereiro 4, 2026
Em 2025, foram contabilizados 14.891 casos de sarampo nas Américas, contra 446 no ano anterior.
O aumento expressivo dos casos de sarampo nas Américas acendeu um alerta das autoridades de saúde. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que o número de registros da doença cresceu quase 23 vezes entre 2024 e 2025 no continente.
Em 2025, foram contabilizados 14.891 casos de sarampo nas Américas, contra 446 no ano anterior. No mesmo período, 29 mortes foram registradas. Já em janeiro de 2026, dados preliminares apontam 1.031 casos, número quase 45 vezes maior do que os 23 registrados no mesmo mês de 2025. Até o momento, não há confirmação de mortes em 2026.
A maior concentração dos casos está na América do Norte. Em 2025, México, Canadá e Estados Unidos responderam por quase 95% das notificações. Em 2026, esses três países concentraram 92% dos registros. Segundo a Opas, a maioria das pessoas infectadas não tinha histórico de vacinação.
Apesar do cenário preocupante no continente, o Brasil segue com o status de país livre do sarampo. Em 2025, foram registradas 38 notificações no país, sendo 36 em pessoas sem histórico vacinal. Em 2024, haviam sido quatro casos. Em 2026, não há casos confirmados até o momento.
Entre os registros de 2025, houve um caso confirmado no Maranhão. De acordo com a Opas, parte das ocorrências no Brasil foi classificada como importada ou relacionada à importação, quando a infecção acontece fora do país.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa. Pode causar febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. Em casos graves, pode levar a complicações como pneumonia, encefalite e até à morte.
A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina tríplice viral é aplicada aos 12 meses de idade, com dose de reforço aos 15 meses. Pessoas de até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação devem atualizar a carteira.
Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da vacina tríplice viral cresceu nos últimos anos, mas ainda precisa alcançar o mínimo de 95% para evitar surtos.
Com informações de Agência Brasil