Sem a integração, deslocamento dos passageiros do transporte público fica encarecido pela necessidade de pagamento de passagens adicionais.
Sem a integração, deslocamento dos passageiros do transporte público fica encarecido pela necessidade de pagamento de passagens adicionais.
Mesmo após a decisão judicial que determinou o fim da greve e a orientação do Sindicato dos Rodoviários (STTREMA) para o retorno aos trabalhos, São Luís começou a sexta-feira (6) mais uma vez com poucos ônibus à disposição. Apenas os trabalhadores do sistema semiurbano estão em atividade, enquanto os coletivos do sistema urbano permaneceram nas garagens. Além disso, os terminais de integração estão fechados, o que encarece o deslocamento ao obrigar os passageiros a pagar passagens adicionais.
A expectativa da população era de que a paralisação tivesse um desfecho após a audiência de conciliação realizada nesta quinta (5), que resultou em uma decisão judicial que estipulou a extensão dos termos acordados com os trabalhadores do sistema semiurbano aos do urbano. A liminar proferida pelo desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho estabeleceu reajuste salarial de 5,5%, além da manutenção do plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, entre outros benefícios.
O próprio STTREMA divulgou uma nota afirmando que os motoristas retornaram às atividades, mas o que se vê nas ruas após a decisão da Justiça do Trabalho não corresponde ao que foi comunicado pelo sindicato.
Também circulam nas redes sociais informações de que as empresas concessionárias do transporte público desautorizaram os rodoviários a retornarem, considerando que não houve aumento da tarifa nem garantia de aumento nos repasses da Prefeitura de São Luís. O Sindicato das Empresas de Transporte (SET), no entanto, diz que esta suposta orientação não é verdadeira.