Médico infectologista orienta população para as principais informações envolvendo as doenças respiratórias.
Médico infectologista orienta população para as principais informações envolvendo as doenças respiratórias.
Anualmente, os casos de gripe costumam aumentar durante o período chuvoso no estado. No entanto, as razões por trás disso nem sempre são de conhecimento geral. Aprender sobre as causas desses problemas pode ajudar na prevenção das doenças e na proteção daqueles que são mais vulneráveis.
Em boletim divulgado na última quinta-feira (15), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) colocou o Maranhão em níveis de alerta em relação a casos de Influenza A. Por isso, O Portal Difusora News conversou com Eudes Simões, médico infectologista que explicou as principais causas e formas de prevenção da gripe.
Questionado sobre o motivo do crescimento de casos em períodos de chuva, ele explica que a razão não está relacionada à própria chuva, mas aos nossos hábitos na rotina afetada por ela. “Há uma tendência maior a se colocar em aglomerações, ambientes fechados, com pouca circulação de ar. Isso tende a aumentar a circulação de vírus respiratórios”, afirma o médico.
O infectologista complementou a informação, resgatando o fato de que, após a pandemia, o comportamento dos vírus mudou bastante:
“Tanto a Influenza quanto o sincicial respiratório são vírus que a gente chama de sazonais, que têm a sua periodicidade de ocorrência. O que aconteceu depois da pandemia é que essas periodicidades mudaram muito e algumas situações não nos deixaram mais. Tipo o vírus sincicial respiratório: no ano passado a gente teve problema o ano inteiro.”
O vírus da Influenza, que ocorre em três tipos diferentes (A, B e C), é a principal causa de mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em idosos, além de uma das três principais causas de óbitos por SRAG entre crianças. Segundo Eudes Simões, a maior ameaça para crianças, principalmente as com menos de 1 ano, é o vírus sincicial respiratório (VSR).
Outros tipos de vírus oferecem riscos maiores para grupos distintos e cada doença deve ser avaliada isoladamente. Apesar disso, há algumas pessoas que devem manter o alerta ligado de modo geral. Confira os principais grupos de risco para doenças respiratórias:
Os principais métodos de prevenção também valem para todas as pessoas. Além de manter a higiene pessoal em dia, é necessário estar atento aos ambientes que frequenta e também ao entendimento das próprias condições de saúde.
“Se acreditar que está em risco maior de adoecer, usar máscara caso vá para ambiente aglomerado. Todos com qualquer sintoma respiratório devem utilizar máscara, fazer testagem e fazer o isolamento adequado para conseguirmos quebrar a cadeia de transmissão. E, claro, estar com a carteira vacinal atualizada”, orienta Eudes Simões.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Maranhão registrou 979 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e maio de 2025, e aplicou 387.474 doses da vacina como medida preventiva.
Em São Luís, a vacinação já está disponível nas unidades básicas de saúde para a devida prevenção. A vacinação está liberada para toda a população a partir dos 6 meses de idade nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) das 8h às 17 horas. E no São Luís Shopping das 10h às 16h. Para vacinar, os documentos necessários são documento de identificação, cartão do SUS e cartão de vacinação.