Uma audiência de conciliação pré-processual sobre a situação dos trabalhadores da Expresso Rei de França (empresa 1001) foi realizada nesta quinta-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A reunião foi agendada após uma tentativa frustrada de negociação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), na qual a empresa não compareceu.
Mediada pelo TRT, a audiência teve como objetivo encontrar uma solução amigável para os problemas envolvendo a empresa que opera no transporte público de São Luís, atendendo à população de mais de 15 bairros da capital maranhense. No encontro, foram discutidas as demissões recentes e o atraso no pagamento das verbas rescisórias de funcionários da Expresso Rei de França.
A reunião de conciliação contou com a presença de representantes da Expresso Rei de França, advogados do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e membros do Sindicato dos Rodoviários, incluindo o presidente da entidade, Marcelo Brito.
Em nota divulgada após a reunião, o Sindicato dos Rodoviários disse que solicitou um posicionamento imediato quanto ao reajuste salarial não pago pela Expresso Rei de França aos funcionários, incluindo a aplicação do aumento no adiantamento salarial.
Ainda segundo a entidade sindical, após a reunião, foi estabelecido o prazo de até a próxima terça-feira (3), para que a empresa dê uma resposta sobre a solicitação da categoria.
Principais pontos em discussão
Os temas centrais da reunião foram o plano de demissão voluntária implementado pela empresa, que, segundo os trabalhadores, oferece apenas FGTS e seguro-desemprego aos demitidos, sem contemplar salários ou outras verbas rescisórias. Além disso, a audiência discutiu o atraso no pagamento das parcelas das rescisões de demissões ocorridas em outubro de 2025.
Justificativa da empresa
A Expresso Rei de França justificou a situação alegando dificuldades financeiras e estruturais. A empresa, porém, assegura que continua operando, embora com uma estrutura reduzida.
Apesar de manter o serviço de transporte nos 15 bairros atendidos, usuários têm relatado problemas no atendimento, como longas esperas por ônibus e uma operação precarizada, o que tem gerado um clima de insegurança e até mesmo receio de uma possível greve.
O Portal Difusora News solicitou nota ao Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís, mas até a publicação desta matéria, o órgão não havia respondido a solicitação.