A TV Difusora, realizou nesta sexta-feira (29) uma roda de conversa com seus colaboradores sobre o câncer de mama. Como convidada foi recebida a paciente oncológica e atualmente palestrante Christiane Ferreira, de 47 anos, que mostra na forma de relato a sua força e superação diante ao tratamento.
Chistiane Ferreira, de 47 anos, de uma forma bem leve abordou o tema trazendo esclarecimentos e tirando dúvidas sobre a prevenção, auto cuidado, as fases do tratamento, mas também os desafios que as mulheres enfrentam com a descoberta da doença.
Atualmente engajada em ações de conscientização e palestras, Cristiane integra o projeto Onco Friendlys iniciativas que oferecem acolhimento e suporte a mulheres em tratamento oncológico no Maranhão.
A descoberta da doença em Cristhiane ocorreu sem a manifestação de sintomas prévios ou alterações perceptíveis ao toque. Segundo a palestrante, a rotina de exames foi determinante para a detecção precoce de um tumor do tipo HER2 positivo. “Eu sempre fiz acompanhamento de rotina. Descobri através de exames. Uma coisa que aponto muito é que o autoexame é fundamental, mas você não encontrar nada não significa que está saudável. Só através dos exames, na consulta médica, você vai ter essa avaliação. Eu não tinha sinal nenhum, e foi tudo de um ano para o outro: em 2025 fiz todos os exames e em 2026 fui diagnosticada”, relata Cristiane.
Após a confirmação por biópsia e pelo estudo imunohistoquímico, exame laboratorial essencial para definir o perfil e a agressividade do tumor, o tratamento foi iniciado de forma ágil. Como o nódulo estava localizado, a equipe médica optou por uma cirurgia conservadora, complementada por sessões de quimioterapia e radioterapia para prevenir recidivas, dado o perfil mais agressivo do subtipo. Cristiane também vai realizar a terapia de bloqueio hormonal, tratamento previsto para durar cinco anos.
Fundado há cerca de dois anos por Brinda Castro paciente oncológica em remissão, o já reúne cerca de 150 mulheres ativas. O projeto realiza visitas hospitalares, distribuição de kits de higiene, toucas e lenços para atenuar a vulnerabilidade financeira inicial, além de parcerias com iniciativas como o projeto Perucas que Curam, que devolve a autoestima e a dignidade às pacientes diante da queda capilar.
“O impacto da perda do cabelo é muito grande, às vezes até mais do que a própria doença em si, porque é externo. As pessoas são indiscretas e aquele olhar machuca. O projeto Perucas que Curam é muito rico para nós porque devolve a nossa identidade”, destaca.
A palestrante também faz questão de ressaltar os avanços no atendimento público de saúde e a importância de garantir não apenas a cura clínica, mas a qualidade de vida das pacientes. “Graças a Deus, pelo nosso SUS a gente tem sido bem atendida. Hoje em dia temos a Lei dos 30 Dias, que garante o atendimento em tempo oportuno, e contamos com as medicações. Não é importante só se curar do câncer, mas ter qualidade de vida, e é isso que os profissionais de saúde vêm buscando proporcionar.”



