Especialista fala sobre os impactos emocionais causados na vida das vítimas.
Especialista fala sobre os impactos emocionais causados na vida das vítimas.
Em 2023, quatro crianças foram estupradas por dia, segundo dados do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgados neste ano.
Ao todo, 1.692 casos de abuso sexual em crianças e adolescentes, com idade entre zero a dezenove anos, foram registrados no Maranhão.
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De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os principais abusadores estão dentro da casa da vítima.
Entre eles, avôs, padrastos, tios, pais e outras pessoas próximas de convívio dessas crianças, majoritariamente do sexo masculino.
O Portal Difusora News analisou os boletins de ocorrência registrados entre 2021 e 2023, solicitados por meio da Lei de Acesso à Informação.
Letícia de Araújo, psicóloga Hospitalar e Clínica, fala sobre os impactos desse tipo de violência acontecer nos primeiros anos de uma criança.
“Na infância, a primeira coisa que identificamos, é em como isso muda o desenvolvimento desse indivíduo. Que cresce com vários traumas e muda sua percepção sobre sexualidade, e em como enxerga o seu corpo, lidando também, com relações sociais e amorosas.”
A psicóloga ainda destaca que, esses traumas podem causar transtornos mentais. Por exemplo, o transtorno de bipolaridade, borderline, ansiedade e muitas das vezes, transtorno de depressão.
‘Primeira coisa que deve perceber, é o desenvolvimento da vítima, a forma de se comunicar com o mundo e principalmente, consigo mesma’, afirma Letícia de Araújo.
De acordo com a psicóloga, muitas vítimas a princípio, não conseguem identificar o abuso sexual logo quando acontece.
Mas sim, a partir de costumes, hábitos e vivências, conseguem compreender durante a vida adulta.
Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) afirma que investiga com prioridade, as ocorrências de violência sexual praticadas contra crianças e adolescentes.
Além disso, a SSP informa que realiza o acolhimento das vítimas e suas famílias, bem como acompanha os casos com auxílio de assistentes sociais e psicólogos.
Sobretudo, destacam que no âmbito da saúde, as unidades da rede estadual seguem as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde.
Estabelecidas com objetivo de fortalecer a responsabilidade dos serviços e envolvimento dos profissionais, focando no atendimento, suporte e seguimento para a rede de cuidados profiláticos