Maranhense é o segundo paciente do Nordeste a participar do experimento com pol
-fevereiro 18, 2026
Maranhense é o segundo paciente do Nordeste a participar do experimento com pol
A família de um maranhense divulgou em um perfil nas redes sociais que ele foi o segundo paciente do Nordeste e o primeiro do Maranhão a receber o uso da Polilaminina. A aplicação foi realizada há cerca de uma semana, e 28 dias após o maranhense sofrer o trauma.
Segundo relatos da família, em menos de 24 horas o maranhense que possui uma lesão na medula conseguiu apresentar já alguns avanços em seu quadro como contrair os nervos da mão; em dois dias contrair o quadríceps, passou a urinar sem a sonda, e em três dias conseguiu sentar na cadeira de rodas, demonstrando controle do tronco.
Ainda segundo os familiares, o perfil está servindo para divulgar o processo que foi acompanhado pela pesquisadora a professora Tatiana Sampaio, que lidera as pesquisas na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Até o momento, 21 pessoas quem possuem lesões na medula conseguiram receber a medicação no Brasil.
A família do paciente destacou que ele sempre teve fé em sua recuperação: “Vou melhorar”! Mesmo em meio a tantas adversidades, nunca perdeu a fé”, cita a publicação.
Os médicos já tinham informado que ele teria chances bem baixas de voltar a andar, mesmo assim nunca desistiu da sua recuperação.
“Ele disse que só queria saber se a medula não tinha rompido, que lhe bastava uma chance, e era nessa chance que iria se agarrar. Não importava se seria 1%, 10% ou qualquer porcentagem que fosse, nunca desacreditou, por um segundo que fosse, que iria vencer”, fala a família.
Estuda há quase três décadas na UFRJ, a polilaminina é um composto recriado em laboratório a partir da laminina, uma proteína produzida pelo organismo humano, principalmente na placenta.
Ela desempenha várias funções importantes no sistema nervoso, como fazer o crescimento dos axônios, a parte do neurônio que é rompida em uma lesão medular. Ela pode oferecer suporte para que células nervosas da medula lesionada reconstruam os axônios.
A proteína para está em sua forma mais próxima da estrutura humana precisa ser extraída da placenta, um material naturalmente rico em laminina.
Através de um projeto, gestantes são convidadas a doar a placenta, material que geralmente é descartado após o parto.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico de fase 1 para avaliar a segurança do uso da polilaminina no tratamento do Trauma Raquimedular Agudo (TRM).
O estudo possibilita o desenvolvimento inédito de uma terapia para o tratamento de pacientes com lesões na medula espinhal, com o objetivo de ampliar o acesso, a assistência e a integração da pesquisa clínica ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.
Estudos clínicos são investigações científicas com seres humanos fundamentais para avaliar a segurança e a eficácia de novos medicamentos, vacinas, dispositivos ou procedimentos. Antes de chegar a essa etapa, o produto passa pela fase pré-clínica, com testes in vitro e in vivo, geralmente realizados em instituições acadêmicas.
Quando os resultados pré-clínicos são promissores, empresas farmacêuticas podem patrocinar a continuidade do desenvolvimento, devendo solicitar autorização regulatória à Anvisa.