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Primeira morte por Covid-19 no Brasil completa 5 anos; veja o que mudou desde então

Doença vitimou milhões ao redor do mundo e mudou hábitos e cuidados da sociedade.

Nesta quarta-feira (12), completam-se cinco anos da primeira morte causada pela Covid-19 no Brasil. A primeira vítima registrada no país era do estado de São Paulo, o primeiro a notificar a presença do vírus em território brasileiro.

A primeira morte foi noticiada um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) caracterizar o vírus como uma pandemia, o que mudou a maneira de se encarar a situação em todo o mundo.

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O vocabulário internacional passou a ter como constantes expressões como “isolamento social”, “quarentena” e “home office”. Máscaras e recipientes de álcool em gel se tornaram itens frequentes no cotidiano. Os noticiários se dedicaram de maneira massiva a abordar os impactos da doença nos diversos setores da sociedade.

No Maranhão, a situação não foi diferente. Na manhã desta quarta-feira (12), em entrevista ao programa Bom dia Maranhão, da TV Difusora, o médico infectologista Carlos Frias relembrou as medidas de enfrentamento à crise sanitária no estado.

Ele explica que no mesmo dia 12 de março de 2020, ele e outros especialistas se reuniram com o então secretário de Saúde do estado, Carlos Lula, para organizar as estratégias de contenção da Covid-19.

“Eu me lembro bem que naquela mesma noite, nós passamos a noite em claro redigindo esse programa de enfrentamento. Sugerimos, por exemplo, a criação de hospital de campanha”, destacou.

Números

Em 2025, até o final de fevereiro, o Brasil já tinha registrado mais de 130 mil casos de Covid-19, com 664 mortes. O total de mortes desde o início da pandemia passa de 700 mil pessoas.

Já no Maranhão, ao longo do ano de 2024, o foram notificados 2.494 casos de covid-19, uma redução de 97,8% em comparação com 2022, quando foram notificados 117.448 casos; e de 91% em comparação com 2023, com 10.564 casos.

Apesar de o vírus ainda se espalhar facilmente e apresentar novas cepas com relativa frequência, a vacinação se mostra uma arma eficaz. Ainda em 2022, o Maranhão já havia atingido um índice de 70% da população do estado vacinada com duas doses da vacina.

Somente no ano passado, foram aplicadas 48.800 doses da vacina em adultos e 130.372 doses em crianças, de 6 meses a menores de 5 anos. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a vacina está disponível em todos os 217 municípios maranhenses.

Legados

De 2020 para cá, o mundo passou a viver o chamado “novo normal”, com cuidados redobrados para a prevenção de doenças. Apesar das inestimáveis perdas, ficaram importantes legados nos cuidados com a saúde.

Para Carlos Frias, os cuidados com a higiene pessoal e a valorização das vacinas são alguns dos recados cuja importância foi evidenciada com a pandemia:

Nós temos que entender que nós continuamos essa luta contra os micróbios. O que a Covid vem nos ensinar é a importância da higiene pessoal, de manter a imunidade em dia, do cuidado com as pessoas que têm comorbidades e que precisamos melhorar o sistema de saúde.

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