Rodrigo Teixeira é uma espécie de “braço direito” de Inácio Melo
-fevereiro 2, 2026
Rodrigo Teixeira é uma espécie de “braço direito” de Inácio Melo
Nesta quarta-feira (17), a Polícia Federal prendeu o atual Diretor de Administração e Finanças do Serviço de Geologia do Brasil (SGB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, que tem como diretor-presidente Inácio Cavalcante Melo Neto – marido da senadora maranhense Eliziane Gama, do PSD, responsável por sua indicação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Rodrigo Teixeira, responsável gestão administrativa, orçamentária, patrimonial e de recursos humanos, é uma espécie de “braço direito” de Inácio Melo, mas além dele a Polícia Federal prendeu 17 pessoas, no total de 22 mandados de prisão contra os investigados, e mais 79 mandados de busca e apreensão. Vários servidores públicos.
A operação desencadeada pela PF combate uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro. Chama a atenção o fato de Rodrigo Teixeira ser o terceiro na hierarquia da PF até deixar o cargo no final de 2024.
Entre os presos também está o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho.
O diretor financeiro de Inácio Melo também atuou como superintendente da PF em Minas Gerais e, posteriormente atuou como secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte entre 2019 e 2022. Antes, foi secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (2016-2018).
Segundo as investigações, as ações criminosas rendiam ao grupo ao menos R$1,5 bilhão, mas o que foi apurado até agora aponta que há um potencial econômico estimado em mais de R$ 18 bilhões.
Uma fonte da PF afirmou que “a organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”.
Rodrigo Teixeira teria uma atuação “oculta e ativa no mercado minerário, mediante a utilização de pessoas jurídicas interpostas e articulações com empresários investigados”, conforme investigação da PF.
Foram descobertos ainda indícios de “vínculos societários ocultos” entre Teixeira e empresários do ramo da mineração.
Como parte do esquema, servidores públicos teriam sido corrompidos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.
Em nota, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que tomou conhecimento da operação da PF pela imprensa e que ainda não foi oficialmente comunicada sobre as determinações judiciais que deve cumprir.
“Até o momento, não houve comunicação oficial à agência sobre eventuais medidas envolvendo servidores ou dirigentes”, diz a agência, destacando que, sempre que formalmente demandada, e observado o devido processo legal e a necessidade da continuidade do serviço regulatório, mantém o compromisso de colaborar com as autoridades.
Também em nota, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) informou que não se manifesta sobre processos em andamento que envolvam seus colaboradores.
“Reiteramos nosso compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, e permanecemos à disposição para colaborar com as autoridades competentes”, declarou a SGB.