Cada uma das cinco escolas de samba trouxe enredos que carregaram força e alegria por todo o trajeto.
Cada uma das cinco escolas de samba trouxe enredos que carregaram força e alegria por todo o trajeto.
Os desfiles da Passarela do Samba Chico Coimbra, desta sexta-feira (20), foi marcado pelo início das apresentações carnavalescas das escolas de samba com muita animação e representatividade, em São Luís.
Os desfiles iniciaram às 22h com os desfiles das escolas: Mocidade Independente da Ilha, Terrestre do Samba, Império Serrano, Turma da Mangueira e Favela do Samba.
Com 40 anos de história, a Mocidade da Ilha trouxe em seu enredo “O Beijo – Uma Expressão Humana Através do Tempo”. O desfile contou toda a trajetória do ato de beijar, desde os tempos das cavernas até os dias atuais.
A agremiação fez uma perfomance digna, mesmo após o estresse causado pelo desabamento do telhado em seu barracão na última terça-feira (17)
A Terrestre do Samba, com sede na Estiva, apresentou o samba-enredo “Oké Arô Oxóssi”, ressaltando a força dos orixás e a importância dos terreiros.
No início do circuito, a agremiação teve um atraso em sua primeira Ala, devido à questões técnicas de um carro alegórico.
Entretanto, isso não foi motivo para abalar. A escola entregou muita animação e um visual incrível.
“Eu fico bastante lisonjeado por representar essa entidade tão valorizada nos terreiros. Ajudando também a combater o racismo religioso e fortalecer a religião. Todos são seres de luz, que estão aqui para abrir nossos caminhos e nos guiar”, disse Luís Silva, que participou da Comissão de Frente da escola.
A terceira escola a se apresentar na passarela foi a Império do Samba com a temática dos manguezais, focando em sua preservação.
O desfile trouxe em sua Alas a construção desde a formação do mangue, passando pela poluição ambiental e chegando na preservação desse ecossistema costeiro.
Elementos como os guarás, com sua intensidade vermelha, e a animação dos passistas no desfile agradaram o público.
As duas últimas escolas trouxeram temas que abordavam a representatividade feminina. A Turma da Mangueira homenageou a professora Mundinha Araújo, uma das fundadoras do Centro de Cultura Negra do Maranhão, com o tema “O Farol a nos Guiar, a Guerreira a nos Guardar”.
“Ver a alegria das pessoas que vieram compartilhar dessa felicidade, sendo muitas mulheres e o povo negro, é muito gratificante. Aqui eu vejo o coroamento de uma luta de cerca de 50 anos. Na verdade, todos nós, os negros, as mulheres, as idosas, estamos sendo homengeados”, disse Mundinha Araújo, que desfilou.
A Favela do samba, do bairro Sacavém, foi a última a desfilar apresentando o tema “Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas”.
O samba-enredo homenageava as mulheres quebradeiras de coco babaçu maranhenses, com destaque a Nelinha do Babaçu. A escola encheu a passarela com a cor verde e fez um desfile com muita vontade de levar o título.
Neste sábado (21), às escolas Tunel do Sacavém, Unidos de Fátima, Marambaia, Turma do Quinto e Flor do Samba estarão desfilando pela Passarela do Samba a partir das 22h, no Anel viário.