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Prefeituras de Cajari e Monção são condenadas por danos ambientais em área de assentamento

Laudo pericial da PF indicou intensa atividade de mineração irregular para obtenção de materiais utilizados em obras municipais.

As prefeituras de Cajari e Monção foram condenadas pela Justiça Federal por danos ambientais em uma área de assentamento, na região do Povoado Boa Esperança, situado entre os limites de Vitória do Mearim e Cajari. O local era alvo de mineração irregular para retirada de argila e piçarra destinadas ao uso em obras de recuperação de estradas de terra nos municípios. As gestões terão de pagar mais de R$ 180 mil em indenização por danos materiais.

A decisão foi tomada a partir de denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal (MPF). O órgão teve como embasamento um laudo pericial realizado pela Polícia Federal (PF), que constatou a degradação ambiental decorrente da retirada dos recursos naturais. O laudo identificou a supressão total da vegetação e a remoção da camada fértil do solo, o que expôs o substrato rochoso e impediu a regeneração natural da área.

Além disso, a perícia utilizou imagens de satélite que revelaram a intensificação da degradação ao longo dos anos. Houve marcos de expansão a partir de 2013 e novas intervenções registradas em 2019 e 2020, coincidindo com períodos de denúncias e fiscalizações.

Outro problema verificado na atividade extrativista foi a falta de autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM). Consultas aos sistemas oficiais confirmaram que não havia título minerário para a área. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) também apontou que a exploração ocorreu fora das áreas autorizadas, tornando a atividade ilegal.

Diante das provas, a Justiça reconheceu a responsabilidade dos municípios e destacou que ambos participaram ou se beneficiaram da atividade irregular, o que justifica a responsabilização solidária pelos danos causados. Além da indenização de R$ 180.616,74 a ser paga ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD), os municípios terão de apresentar um plano de recuperação da área degradada em até 90 dias à ANM e à SEMA.

Durante o processo, os municípios alegaram falta de responsabilidade e desconhecimento da atividade. A sentença, no entanto, afirma que a tese é inconsistente, pois além de terem se beneficiado diretamente do material extraído, cabia aos gestores públicos fiscalizar a origem e a regularidade ambiental dos recursos utilizados em obras públicas.

O Portal Difusora News solicitou às Prefeituras de Cajari e Monção posicionamentos sobre a decisão, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

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