Organização criminosa teria causado prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres do município de Turilândia
-janeiro 26, 2026
Organização criminosa teria causado prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres do município de Turilândia
O Ministério Público do Maranhão protocolou, nesta segunda-feira (19), uma denúncia contra 10 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que teria causado prejuízo superior a R$ 56 milhões aos cofres do município de Turilândia.
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Entre os denunciados está o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, apontado pelo MP como líder do esquema de corrupção. Também foram denunciados familiares e aliados políticos do gestor, entre eles a primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, a vice-prefeita Tânya Karla Cardoso Mendes Mendonça e a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima.
Constam ainda na denúncia Domingos Sávio Fonseca Silva (pai do prefeito), Marcel Everton Dantas Filho e Taily de Jesus Everton Silva Amorim (irmãos), José Paulo Dantas Filho (tio), além dos cunhados Ritalice Souza Abreu Dantas e Jander Silvério Amorim Pereira.
Os investigados foram presos durante a Operação Tântalo II, deflagrada em 22 de dezembro pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA.
A denúncia, assinada pelo procurador-geral de Justiça Danilo de Castro, aponta que os acusados formavam o núcleo político e familiar da organização criminosa. As investigações identificaram um esquema de corrupção baseado na “venda” de notas fiscais por empresas que venciam licitações simuladas.
Segundo o Ministério Público, os contratos fraudulentos firmados desde 2021 resultaram em um dano estimado de R$ 56.328.937,59. O MP afirma que o prefeito e pessoas próximas ficavam com 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura, enquanto os empresários recebiam apenas 10% a 18%, exclusivamente pela emissão de notas fiscais falsas, sem a prestação dos serviços.
De acordo com a denúncia, o dinheiro desviado era usado para custear despesas pessoais do prefeito e de familiares, incluindo o pagamento da faculdade de medicina da esposa e a compra de imóveis, utilizados como forma de lavagem de dinheiro.
O Ministério Público destaca ainda que a primeira-dama, Eva Dantas, exercia controle direto sobre contas do município e realizava movimentações financeiras, mesmo sem ocupar cargo público.
Na ação, o MPMA pede a condenação dos denunciados por crimes como organização criminosa, peculato-desvio, fraude em licitações, corrupção passiva e lavagem de capitais. Também solicita a perda de bens e valores obtidos de forma ilícita, a perda de cargos e mandatos em caso de condenação, além do ressarcimento integral do valor desviado aos cofres públicos.
O Ministério Público informou que a denúncia apresentada se limita, neste momento, ao núcleo político e familiar do esquema. Outros envolvidos, ligados a núcleos empresarial, administrativo e legislativo, deverão ser denunciados em ações separadas.