O desvio teria sido operacionalizado por meio de contratos fraudulentos, utilização de empresas de fachada e a comercialização de notas fiscais frias.
-janeiro 28, 2026
O desvio teria sido operacionalizado por meio de contratos fraudulentos, utilização de empresas de fachada e a comercialização de notas fiscais frias.
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e a primeira-dama, Eva Curió, se apresentaram à Justiça na tarde desta quarta-feira (24), encerrando dias de foragidos após a deflagração da Operação Tântalo II, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MPMA).
A investigação tem foco em um esquema que, segundo o MP, teria desviado aproximadamente R$ 56 milhões dos cofres públicos municipais. O desvio teria sido operacionalizado por meio de contratos fraudulentos, utilização de empresas de fachada e a comercialização de notas fiscais frias.
O prefeito é apontado como o líder da organização criminosa, que contaria com a participação de servidores públicos, empresários e agentes políticos do município. Eva Curió, pré-candidata a deputada estadual, também é citada nas apurações como beneficiária do esquema.
Em nota, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) informou que foi protocolada, no Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA), a comunicação de cumprimento de mandados de prisão preventiva relacionados a investigação que apura a prática de crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores, previstos na Lei nº 9.613/1998 .
O MPMA também informou que no processo os nomes que constam como acusados são Janaina Soares Lima, Wandson Jonath Barros, Eva Maria Oliveira Cutrim, Marlon de Jesus Arouche Serrao e José Paulo Dantas Silva Neto.
Também por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que as pessoas citadas encontram-se aguardando audiência de custódia, que até o momento não possui data e hora definidas pelo Poder Judiciário para acontecer.