TSE nega pedido de Bolsonaro para afastar Moraes de seu julgamento

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, por unanimidade, pedido feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que o ministro Alexandre de Moraes fosse afastado de um processo que o tem como envolvido. 

O pedido era baseado em um gesto feito por Moraes durante o julgamento de um processo envolvendo lives de Bolsonaro, em 27 de setembro de 2022, durante a corrida presidencial. O caso pode tornar o presidente inelegível. O recurso foi julgado em plenário virtual, em sessão extraordinária encerrada às 23h59 de de segunda-feira (10). 

Pedido de Bolsonaro

Segundo a Agência Brasil, a defesa baseou o pedido afirmando que durante o julgamento, Moraes havia feito um gesto de degola com o dedo, o que foi interpretado como uma manifestação de “animosidade” com Bolsonaro e de “interesse pessoal” no processo, motivo que ocasionou o pedido de suspeição do ministro.

À época, a imprensa noticiou que o gesto não tinha relação com o julgamento ou Bolsonaro, mas que havia sido feito a um assessor que, supostamente, havia demorado em cumprir uma tarefa pedida por Moraes. 

Votação

O ministro Ricardo Lewandowski, que se aposenta nesta sexta-feira (11), havia negado o pedido de suspeição anteriormente, afirmando que “o objetivo da presente ação é apenas o de criar um fato político com o reprovável propósito de tumultuar o processo eleitoral”. 

Em seguida, o caso caiu no colo do ministro Nunes Marques, que usou das mesmas palavras para votar pela rejeição do pedido. Ele foi seguido pelos demais ministros que participaram do julgamento. Moraes ficou impedido de votar por ser alvo do pedido.

Fonte: SBT News

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