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Polícia pede desculpas por falhas em tragédia de Hillsborough

Jogo disputado em 1987 terminou com 97 torcedores mortos

O Conselho Nacional de Chefes de Polícia do Reino Unido (NPCC) e o College of Policing pediram desculpas aos sobreviventes e às famílias das vítimas do desastre do estádio de Hillsborough em 1989, no qual 97 torcedores do Liverpool morreram pisoteados.

A semifinal da Copa da Inglaterra de 1989 foi palco do pior desastre esportivo da história do Reino Unido, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados em um recinto superlotado e cercado no nível inferior.

Uma vítima morreu em julho de 2021 após sofrer danos cerebrais graves e irreversíveis.

Inicialmente a Polícia culpou torcedores bêbados pelo desastre, uma explicação que sempre foi rejeitada por sobreviventes, parentes das vítimas e pela comunidade em geral de Liverpool, que passou anos lutando para descobrir o que havia acontecido.

Inquéritos posteriores e um inquérito independente absolveram os torcedores de qualquer responsabilidade.

“O policiamento falhou profundamente com os enlutados pelo desastre de Hillsborough ao longo de muitos anos e lamentamos que o serviço tenha entendido tão errado”, disse o chefe da polícia Andy Marsh, CEO do College of Policing, em um comunicado.

“As falhas da Polícia foram a principal causa da tragédia e continuaram a prejudicar a vida dos familiares desde então”, disse a nota. “Quando a liderança era mais necessária, os enlutados muitas vezes eram tratados com insensibilidade e a resposta carecia de coordenação e supervisão”.

Martin Hewitt, presidente do NPCC, disse estar “profundamente arrependido pela trágica perda de vidas” e pela “dor e sofrimento que as famílias das 97 vítimas experimentaram naquele dia” e nos anos que se seguiram.

“Coletivamente, as mudanças feitas desde o desastre de Hillsborough e em resposta ao relatório do Reverendo James Jones visam garantir que as terríveis falhas policiais cometidas no dia e no rescaldo nunca mais aconteçam”, acrescentou.

Em 2019, o ex-superintendente-chefe David Duckenfield, comandante da Polícia responsável pelas operações no estádio, foi considerado inocente de homicídio culposo (uma decisão que chocou os sobreviventes e familiares das vítimas).

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