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Polícia analisa celular e agendas para esclarecer desaparecimento do cantor Edson Bruno

A Polícia Civil do Maranhão segue investigando o desaparecimento do cantor Edson Bruno, ocorrido na madrugada do último domingo (29), em São Luís. Até o momento, nenhuma hipótese foi descartada, e o principal desafio dos investigadores é reconstruir os últimos passos do artista para esclarecer o que aconteceu.

Segundo informações da esposa de Edson Bruno, ele saiu de casa, no Residencial Village Garden 1, no bairro Miritiua, afirmando que iria encontrar uma pessoa em uma conveniência. Desde então, ele não fez mais contato com familiares nem foi localizado.

Antes do desaparecimento, o cantor publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que vinha sofrendo ameaças. “Ameaça, o tempo todo, 24 horas. Eu, minha família, minha mãe. Já foram até na casa da minha mãe”, declarou.

De acordo com o delegado Marconi Matos, responsável pelo caso, a Polícia Civil já ouviu formalmente a esposa do cantor, que entregou o celular deixado por Edson em casa e duas agendas com anotações pessoais. Todo o material será periciado.

“A esposa dele compareceu aqui, passou algumas informações e trouxe o aparelho celular dele, que ele deixou em casa. Depois fomos até o apartamento do casal, onde ela nos forneceu duas agendas com anotações dele. Todo esse material será apreendido e analisado”, afirmou o delegado.

Além da análise do celular e das anotações, os investigadores devem examinar imagens de câmeras de segurança e colher novos depoimentos nos próximos dias para tentar reconstituir o trajeto percorrido pelo cantor antes do desaparecimento.

À equipe da TV Difusora, a esposa de Edson Bruno disse acreditar que ele possa ter sido vítima de uma emboscada. Ela também revelou que o cantor enfrentava problemas relacionados a investimentos em plataformas que, segundo ela, funcionavam como um suposto esquema de pirâmide financeira. No entanto, negou qualquer envolvimento dele com agiotagem.

“Ele fazia aplicações em plataformas tipo pirâmide. A pessoa dava o dinheiro, ele investia e depois o valor retornava, e eles dividiam o lucro. Isso não é agiotagem”, afirmou.

Segundo o delegado Marconi Matos, neste momento da investigação não é possível apontar uma causa para o desaparecimento. Ele explicou que tanto um desaparecimento involuntário quanto uma saída voluntária permanecem entre as linhas investigativas, especialmente diante das ameaças relatadas pelo cantor e da pressão que ele enfrentava.

“Nesse primeiro momento, a gente não pode descartar nada. Não podemos descartar que ele tenha saído de casa de maneira voluntária em virtude da pressão, das ameaças e das dívidas. Mas também não podemos descartar um desaparecimento involuntário. Tudo será analisado durante a investigação”, ressaltou.

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