A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma dívida previdenciária de R$ 503,6 milhões da Prefeitura de Imperatriz. A investigação começou após a Receita Federal identificar o débito durante uma fiscalização nas contas do município.
O inquérito apura a suspeita de apropriação indébita previdenciária. Esse crime acontece quando o empregador desconta a contribuição para a Previdência Social dos salários dos trabalhadores, mas não repassa os valores ao governo federal.
De acordo com a Polícia Federal, a dívida foi registrada em julho de 2025 e, até a abertura da investigação, não havia informação de pagamento ou de parcelamento do débito. A corporação também pediu à Receita Federal uma atualização sobre a situação da dívida, para saber se houve cobrança na Justiça ou algum acordo para regularizar os valores.
O caso está sendo analisado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), devido ao foro por prerrogativa de função do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral. Ele e o secretário municipal responsável pelas áreas de Administração e Finanças deverão prestar depoimento como investigados.
O delegado responsável também solicitou ao tribunal a prorrogação do inquérito por mais 120 dias para dar continuidade às investigações e realizar novas diligências e coletas de informações.
Em nota, a Prefeitura de Imperatriz informou que a dívida é referente ao ano de 2024, antes do início da atual gestão, que assumiu a administração do município em janeiro de 2025. Segundo a prefeitura, a notificação sobre o débito só foi recebida em outubro de 2025.
A administração municipal informou ainda que abriu uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas, apresentou uma representação criminal ao Ministério Público Federal (MPF) e ingressou com uma ação por improbidade administrativa na Justiça Federal para apurar o destino dos recursos e identificar os responsáveis.





