O crime ocorreu em 2022 quando a vítima estava em uma parada de ônibus quando foi agredida e baleada.

O crime ocorreu em 2022 quando a vítima estava em uma parada de ônibus quando foi agredida e baleada.
Dois homens foram condenados, nesta segunda-feira (9), pela morte de Marcos Marques da Cruz, crime ocorrido em agosto de 2022, no município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.
Os réus, Josenilson da Silva Rocha, conhecido como “Lafu”, e Magno Amorim dos Santos, o “Peixonauta”, foram apontados pelas investigações como integrantes de uma organização criminosa. Segundo o processo, o homicídio teria sido motivado pelo fato de a vítima supostamente pertencer a uma facção rival.
A sentença foi proferida pelo juiz Pedro Guimarães Júnior, titular da 2ª Vara Criminal de São José de Ribamar. Josenilson foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. Já Magno foi condenado a quatro anos e oito meses, com cumprimento da pena em regime aberto.
De acordo com os autos, Marcos Marques da Cruz aguardava um ônibus nas proximidades de um bar, no bairro Roseana Sarney, quando foi abordado pelos dois condenados e mais três pessoas.
O grupo suspeitou que a vítima integrasse uma facção rival e tomou o celular de Marcos, exigindo que o aparelho fosse desbloqueado. Após a verificação do conteúdo, os suspeitos teriam confirmado a desconfiança inicial.
Testemunhas relataram ter ouvido gritos de socorro da vítima, que afirmava estar sendo ameaçada de morte pelos homens.
Ainda no local, um dos envolvidos, identificado apenas pelo apelido de “Buda”, teria iniciado as agressões físicas contra Marcos, com socos e tapas. Em seguida, Magno Amorim dos Santos efetuou disparos de arma de fogo no rosto da vítima, que morreu no local.
Após o crime, os cinco suspeitos fugiram. A Polícia Civil esteve na área e colheu informações junto a moradores, o que contribuiu para a identificação dos envolvidos.
Investigações e condenação
Durante as investigações, Josenilson da Silva Rocha confessou participação no crime. Magno Amorim dos Santos, por sua vez, negou envolvimento. O homem conhecido como “Buda” segue sem identificação.