Representação protocolada pelo Ministério Público estadual alega necessidade de restabelecimento da normalidade constitucional no município.
-janeiro 28, 2026
Representação protocolada pelo Ministério Público estadual alega necessidade de restabelecimento da normalidade constitucional no município.
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) marcou para as 9h desta sexta-feira (23) o julgamento do pedido de intervenção estadual em Turilândia, protocolado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). A representação leva em conta as investigações do esquema de corrupção generalizado na Prefeitura e na Câmara de Vereadores do município, que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
O relator do pedido é o desembargador Gervásio Protásio dos Santos. Em despacho, o magistrado solicitou a designação de sessão extraordinária para apreciação da Representação do Ministério Público, por meio do procurador-geral de Justiça. A manifestação do MPMA foi justificada pela necessidade de restabelecimento da normalidade constitucional no município.
O inquérito conduzido pelo órgão aponta o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, como líder da organização criminosa responsável pelo escândalo de corrupção. Junto a ele estão presos preventivamente a vice-prefeita, a primeira-dama e o contador do município. Além deles, servidores e ex-gestores também estão detidos e todos os 11 vereadores da cidade cumprem prisão domiciliar.
O caso veio à tona no dia 22 de dezembro de 2025, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA deflagrou a Operação Tântalo II, na qual foram cumpridos os mandados de prisão e busca e apreensão contra os investigados. Os alvos estariam atuando junto a empresários para desviar verbas milionárias em benefício próprio.
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