Destroços foram localizados por pescadores voluntários e reacendem apelo da família pela retomada das buscas oficiais.
-fevereiro 6, 2026
Destroços foram localizados por pescadores voluntários e reacendem apelo da família pela retomada das buscas oficiais.
Uma parte da embarcação pesqueira que desapareceu com tripulantes maranhenses foi localizada nesta quinta-feira (5), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A informação foi confirmada por meio de comunicado da Marinha, no pedaço do casco encontrado está gravado o nome da embarcação que diz “Funelli”.
Os tripulantes a bordo desapareceram desde o dia 15 de janeiro, quando a embarcação deixou de emitir sinal de localização e interrompeu todas as comunicações. Entre os seis tripulantes, cinco são pescadores do Maranhão, naturais do povoado Carnaubeiras, no município de Araioses, na região do Delta do Parnaíba.
Segundo Tatiana Carvalho Silva Gonçalves, filha de Nilton de Jesus, mestre da embarcação, os destroços foram localizados por pescadores voluntários que se mobilizaram para auxiliar nas buscas na região. Ela afirma que, há dois dias, o proprietário do barco, seus sócios e os voluntários passaram a custear as operações com o apoio de mais cinco embarcações.
Com o apoio de cinco embarcações, os voluntários foram até as coordenadas do último sinal emitido pela embarcação. Em buscas de pistas, eles utilizaram redes de arrasto na tentativa de localizar destroços. As buscas, de acordo com a família devem continuar nesta sexta-feira (6).
O pedaço da embarcação reacendeu a cobrança da família por novas investigações e pela retomada das buscas oficiais. Segundo Tatiana, a Marinha reuniu com os familiares no dia 27 de janeiro e informou que as operações de busca seriam encerradas, mesmo sem a localização da embarcação ou dos seis tripulantes. Ainda de acordo com ela, os familiares foram informados de que novas ações só seriam realizadas caso surgissem novas informações.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Tatiana apareceu bastante emocionada ao falar sobre a situação do pai e dos demais tripulantes. “A gente sempre acha que ele vai voltar, mas ele não vai voltar mais. Mas eu quero dar um enterro digno para o meu pai, não quero deixar ele no fundo do mar”, disse.
De acordo com a Marinha do Brasil, durante a fase inicial das buscas foram empregadas diferentes embarcações e tecnologias, além do apoio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira. Conforme o balanço oficial, cerca de 32 mil quilômetros quadrados de área marítima já foram varridos.
Por meio de nota, a Marinha informou que partir do dia 27 de janeiro as operações entrariam em uma nova fase. A estratégia passou a priorizar a emissão de avisos-rádio contínuos, a publicação de Avisos aos Navegantes e a mobilização de embarcações civis que trafegam pela região, com o objetivo de ampliar as chances de localização de novos indícios.
A equipe do Portal Difusora News entrou em contato com a Marinha do Brasil para confirmar se as buscas oficiais foram efetivamente paralisadas, mas até o momento não obteve resposta.