O casal é investigado no âmbito da Operação Tântalo II, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia, que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias.
O casal é investigado no âmbito da Operação Tântalo II, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia, que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias.
O prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e a primeira-dama do município, Eva Curió, permaneceram em silêncio durante depoimento prestado ao Ministério Público do Maranhão (MPMA), nesta sexta-feira (9). O casal é investigado no âmbito da Operação Tântalo II, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia, que teria desviado mais de R$ 56 milhões por meio de empresas fictícias.
A audiência ocorreu na sede do MPMA, no bairro do Calhau, em São Luís. Amparados pelo direito constitucional de não produzir provas contra si, o gestor municipal e a esposa optaram por não responder aos questionamentos dos promotores. Após o depoimento, ambos foram reconduzidos ao Complexo Penitenciário de São Luís, onde permanecem presos.
Além do prefeito e da primeira-dama, também compareceu à sede do MPMA a pregoeira do município, Clementina de Jesus Pinheiro, apontada nas investigações por supostamente solicitar uma caneta emagrecedora como recompensa pela participação no esquema criminoso. Assim como os demais, ela também permaneceu em silêncio.
Os depoimentos de Paulo Curió, Eva Curió e Clementina estavam inicialmente marcados para a última terça-feira (6), mas foram adiados a pedido das defesas, que alegaram falta de acesso às provas reunidas no processo.
Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o MPMA informou que foram encerradas as oitivas de todos os 21 investigados presos em decorrência da Operação Tântalo II. Segundo o órgão, com exceção de Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, que respondeu a algumas perguntas, os demais investigados optaram por permanecer em silêncio.
Com o encerramento dessa etapa, o Gaeco dará início à análise de todo o material apreendido e dos elementos de prova decorrentes das medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário. O grupo também deverá ouvir outros investigados ainda não presos antes de concluir o Processo de Investigação Criminal (PIC), que pode resultar no oferecimento de denúncia à Justiça.
As audiências tiveram início na segunda-feira (5), quando foram ouvidos, na Sala de Depoimentos do Gaeco, acompanhados de advogados:
Na ocasião, o depoimento de Clementina foi adiado e remarcado para esta sexta-feira (9).
Na terça-feira (6), compareceram José Paulo Dantas Silva Neto (Paulo Curió) e Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas (Eva Curió), cujas oitivas também foram adiadas para esta sexta-feira, a pedido da defesa.
Já na quarta-feira (7), foram ouvidos Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça (vice-prefeita) e Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva (empresário).
A fase de oitivas prosseguiu na quinta-feira (8), quando foram ouvidos, por videoconferência, na Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Helena, os vereadores:
O MPMA segue agora com a análise das provas para decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça. Caso isso ocorra e a denúncia seja aceita, os investigados passarão à condição de réus.