Edit Template

Operação resgata 12 trabalhadores em situação de escravidão no Mato Grosso; maioria é do Maranhão

Após o resgate, as vítimas foram encaminhadas para uma hospedagem adequada, custeada pelo empregador. Também receberam verbas rescisórias e tiveram acesso ao seguro-desemprego especial, pago em três parcelas.

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou, nesta semana, 12 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma fazenda localizada no município de Alto Taquari, no sul de Mato Grosso. A maioria das vítimas é do Maranhão e teria sido atraída por falsas promessas de emprego.

A ação contou com a participação de auditores-fiscais do trabalho, além do apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). Os trabalhadores atuavam no corte de eucalipto, produção de carvão vegetal e outras atividades relacionadas.

Durante a fiscalização, foram identificadas diversas irregularidades, como ausência de registro em carteira, jornadas exaustivas, falta de pagamento adequado e inexistência de equipamentos de proteção individual.

As condições de trabalho e moradia eram consideradas degradantes. Os alojamentos não ofereciam higiene, conforto ou segurança. Não havia água potável adequada nem água quente para banho, e os banheiros apresentavam problemas estruturais e pouca ventilação. Itens básicos, como armários e ventiladores, também não eram disponibilizados.

A equipe de fiscalização constatou ainda a ocorrência frequente de acidentes de trabalho, sem qualquer tipo de assistência aos trabalhadores. O isolamento da fazenda — localizada a cerca de 100 quilômetros da cidade mais próxima — agravava a situação, dificultando o acesso a transporte e comunicação. Alguns trabalhadores estavam submetidos a essas condições há mais de dois anos.

Após o resgate, as vítimas foram encaminhadas para uma hospedagem adequada, custeada pelo empregador. Também receberam verbas rescisórias e tiveram acesso ao seguro-desemprego especial, pago em três parcelas.

O responsável pela fazenda assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a regularizar as condições de trabalho e não reincidir nas irregularidades. O acordo prevê o pagamento de indenizações individuais que variam de R$ 10 mil a R$ 60 mil, além de R$ 50 mil por danos morais coletivos. Ao todo, cerca de R$ 400 mil foram pagos em verbas trabalhistas e indenizações.

Compartilhe

Postagens Recentes

  • All Post
  • Bem-estar
  • Brasil
  • Campeonato Maranhense
  • Carnaval
  • Copa do Nordeste
  • Cultura
  • destaque-topo
  • Economia
  • Educação
  • Eleições 2024
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Feminicídio
  • Futebol
  • Geral
  • Grande São Luís
  • Imperatriz
  • Maranhão
  • Meio Ambiente
  • Mundo
  • Municípios
  • Negócios
  • Oportunidade
  • Polícia
  • Política
  • Rodovia Federal
  • São João
  • São Luís
  • Saúde
  • Segurança Pública
  • Serviços
  • Tecnologia
Edit Template

© 2024 SDC - Todos os diretos reservados.​